# Por que o Ibovespa cai mais de 1% nesta quarta-feira (9)?

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- Published: 2026-09-09T13:15:54-03:00
- Author: Felip trends

O **Ibovespa (IBOV)** acompanha a cautela no exterior, com o mercados internacionais
em queda e o barril do petróleo Brent acima dos US$ 101, reacendendo temores inflacionários
globais.

**Na mínima, o principal índice da bolsa brasileira recuou 1,36%, aos 184.810,27
pontos**. Por volta das 13h02 (horário de Brasília), o IBOV tinha baixa de 1,19%,
aos 185.140,78 pontos.

No Oriente Médio, seguem os ataques na região do Estreito de Ormuz, com nova ofensiva
dos Estados Unidos perto da Ilha de Kharg, do Irã, e dos houthis do Iêmen, aliados
de Teerã, contra a Arábia Saudita. Os Emirados Árabes Unidos também estão em alerta
para possíveis ataques.

Diante disso, os preços do petróleo Brent para novembro avançam mais de 3%, acima
dos US$ 101 o barril.

Na avaliação da analista de ações da Nomad **Rebecca Nossig** o Ibovespa registra
uma trajetória de correção moderada nesta quarta-feira.

“O movimento reflete, principalmente, o contágio negativo do ambiente internacional,
onde os principais índices acionários em Nova York e na Europa operam em queda firme
diante da renovada escalada nas cotações internacionais do petróleo”, explica.

De acordo com Nossig, o apetite global ao risco sofreu uma retração expressiva, 
penalizando ativos emergentes e impulsionando as taxas dos rendimentos dos títulos
do Tesouro dos EUA, os **Treasuries**.

Na mesma linha, o economista e head de renda variável da Fami Capital, **Gustavo
Bertotti**, afirma que o Ibovespa segue muito dependente do fluxo estrangeiro, com
os temores inflacionários e geopolíticos afetando o movimento para a Bolsa brasileira,
além da divulgação de indicadores que podem ser decisivos para a política monetária
dos Estados Unidos amanhã e na sexta-feira.

“Há quase 63% de probabilidade de um aumento de juros pelo Federal Reserve agora
em setembro”, diz, ao olhar para a ferramenta _Fed Watch_, do CME Group. “Essa probabilidade
era muito menor há 20 dias.”

No cenário doméstico, segue no radar dos investidores as pesquisas eleitorais à 
Presidência da República e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao
cargo de diretor-geral da Polícia Federal (**PF**) e de Leandro Almada da Costa 
ao cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.

A decisão foi proferida em processo que está sob sigilo. Os dois haviam sido afastados
ontem (8) por liminar do ministro André Mendonça.

Já a nova pesquisa Meio/Ideia mostra o presidente** Luiz Inácio Lula da Silva (PT)**
empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo
turno, ambos com 46%.

Em relação à pesquisa do mês passado, Lula oscilou 2,5 pontos porcentuais para baixo
e Flávio avançou 3.

## Altas e baixas do Ibovespa

Na ponta negativa do índice está a **Tenda (TEND3)**, com queda de 5,66% (R$ 33,17),
diante da pressão na curva de juros, devolução da alta da véspera e notícia de troca
de CEO no radar dos investidores.

Em dia de aversão a risco, o setor bancário é penalizado e pesa sobre o Ibovespa.
O **Índice Financeiro (IFNC)** cedia 2%.

A **Vale (VALE3)** tinha recuo de 0,39% (R$ 78,71), em linha com a baixa do minério
de ferro na Bolsa de Dalian, na China.

Já a **Petrobras**, com a disparada do petróleo no mercado internacional, contribuía
para limitar as perdas do índice. **PETR3** avançava 0,77% (R$ 53,65), enquanto 
a **PETR4** tinha ganho de 0,71% (R$ 48,43).

Por outro lado, a ponta positiva do índice era encabeçada pela **CSN (CSNA3)**, 
com avanço de 3,47% (R$ 6,85).

## Dólar

O dólar à vista ante o real avançava, em linha com movimento global observado pelo
índice DXY, com a cautela no exterior.

Por volta das 13h (horário de Brasília), o dólar subia 0,35%, a R$ 5,1038, enquanto
o DXY tinha alta de 0,01%, aos 98.793 pontos.
