A Ponte Preta foi rebaixada para a Série C do Campeonato Brasileiro após perder por 2 a 0 para o Cuiabá, no sábado, 3 de outubro de 2026. A queda, confirmada com sete rodadas de antecedência, é o segundo rebaixamento do clube no ano e amplia uma sequência de quatro descensos desde 2022. A preocupação, além dos resultados, é a falta de perspectiva para 2027.
Na próxima temporada, a equipe disputará novamente a Série C e também a Série A2 do Campeonato Paulista. A situação financeira agrava o cenário: a dívida do clube é estimada em aproximadamente R$ 320 milhões. O diretor jurídico admitiu recentemente que a Ponte vive um cenário de insolvência.
A campanha de 2026 incluiu o rebaixamento no Campeonato Paulista, na última colocação e com apenas um ponto, além de 22 partidas sem vencer na Série B. A sequência é apontada como recorde negativo da história do clube. A queda para a terceira divisão foi definida com a derrota para o Cuiabá e igualou o recorde de antecipação do rebaixamento na era dos pontos corridos, estabelecido pelo Duque de Caxias em 2011.
Crise se acumulou desde 2021
O cenário atual também é associado às turbulências políticas e administrativas que se intensificaram após a eleição de Marco Antônio Eberlin, em 20 de novembro de 2021. Naquele dia, a Ponte venceu o Confiança por 1 a 0 e assegurou permanência na Série B. Depois da partida, o goleiro Ivan Quaresma pediu união fora de campo e afirmou que a temporada havia sido difícil.
Desde então, a equipe caiu no Paulista de 2022, na Série B de 2024, no Paulista de 2026 e na Série B de 2026. Nesse período, conquistou a Série A2 de 2023 e a Série C de 2025, mas os títulos não impediram a sequência de rebaixamentos. Com a dívida estimada e o cenário de insolvência mencionado pelo diretor jurídico, o clube inicia a preparação para 2027 sem garantia de que a crise tenha chegado ao ponto mais grave.

