A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação contra bets ilegais no DF e em cinco Estados. A ação cumpre mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio patrimonial. Não há mandados de prisão, e as identidades dos suspeitos não foram divulgadas.
Segundo a polícia, apostas sem autorização federal usaram empresas de fachada para movimentar mais de R$ 700 milhões. As informações são do portal g1. No DF, há buscas em Sobradinho, Planaltina e Ceilândia.
Na capital paulista, as diligências ocorrem nas regiões da avenida Faria Lima, Consolação e Berrini. A operação também acontece em Goiás, no Paraná, no Ceará e no Rio Grande do Norte.
A polícia afirma que as apurações apontam o uso de dezenas de empresas de fachada para receber pagamentos, concentrar valores e redistribuí-los entre pessoas, empresas e instituições de pagamento, inclusive com conversão em criptoativos.
Segundo o g1, a investigação também envolve a fintech A55 Sociedade de Crédito, de São Paulo, autorizada pelo Banco Central a funcionar como sociedade de crédito direto.
De acordo com a polícia, informações financeiras da fintech e de empresas do mesmo grupo indicam movimentação de cerca de R$ 1 bilhão, com repasses a uma empresa investigada e pagamentos relacionados a casas de apostas sem autorização. A corporação também informou que o Banco Central divulgou a intenção de cancelar a autorização de funcionamento da fintech.
O Juízo das Garantias de Sobradinho autorizou o bloqueio de contas e ativos financeiros de 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas, até o limite global de R$ 3,483 bilhões, além da indisponibilidade de bens.
A decisão também determinou a suspensão de inscrições no CNPJ e registros de 100 empresas e empresários individuais, a proibição de abertura de novas contas pelos investigados durante 90 dias e o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas.

