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Plástico do futuro está sendo criado por Eike Batista: muito mais ecológico e sustentável

Após quase uma década longe dos holofotes, Eike Batista voltou ao centro do debate econômico ao anunciar um projeto que promete substituir o plástico tradicional por um material biodegradável e de menor impacto ambiental. A proposta, revelada durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro, aposta no uso do bagaço…

Após quase uma década longe dos holofotes, Eike Batista voltou ao centro do debate econômico ao anunciar um projeto que promete substituir o plástico tradicional por um material biodegradável e de menor impacto ambiental. A proposta, revelada durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro, aposta no uso do bagaço da cana-de-açúcar transgênica para a produção de resinas voltadas à fabricação de embalagens sustentáveis.

Segundo o empresário, a ideia é transformar resíduos da cana-de-açúcar em matéria-prima para itens de uso cotidiano, como canudos, copos e embalagens descartáveis. A iniciativa se baseia no aproveitamento do bagaço, subproduto da produção de etanol, como alternativa ao plástico derivado do petróleo.

Durante o evento, Batista afirmou que o projeto ainda depende de aportes financeiros e de tempo para maturação. “A implementação pode levar décadas, desde que os investimentos necessários sejam assegurados”, disse o empresário, ao defender que a inovação tem potencial para revolucionar a indústria de plásticos e reduzir danos ambientais.

(Reprodução)

O retorno de Eike Batista aos negócios

No fim de fevereiro de 2025, Eike Batista anunciou publicamente seu retorno ao mercado ao publicar nas redes sociais a mensagem “I’m back”. Na ocasião, ele compartilhou uma reportagem da Bloomberg na qual afirmava ter garantido US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,95 bilhões) em investimentos para explorar uma nova variedade de cana-de-açúcar, apelidada por ele de “supercana”.

Em outra publicação, o empresário marcou o bilionário Elon Musk e sugeriu uma possível parceria. “Hey @elonmusk, remember Rio ‘08? Let’s talk supercana and X!”, escreveu, em referência a um suposto encontro ocorrido em 2008.

Promessas, ceticismo e histórico recente

Eike Batista chegou a ser o homem mais rico do Brasil, com patrimônio estimado em US$ 34,5 bilhões em 2012, mas viu seu império ruir a partir de 2013, com o fracasso das operações da OGX. Preso em 2017 no âmbito da Operação Lava Jato, ele firmou acordo de delação premiada em 2020 e foi condenado em 2021 por crimes contra o mercado de capitais. Atualmente, responde a cinco ações penais e ainda tem parte do patrimônio bloqueada pela Justiça.

Esse histórico alimenta o ceticismo do mercado em relação à nova empreitada. A “supercana” defendida por Batista promete produzir de duas a três vezes mais etanol por hectare do que a cana convencional e gerar de sete a doze vezes mais bagaço, o que viabilizaria tanto biocombustíveis quanto embalagens biodegradáveis.