Os preços do petróleo avançaram na abertura dos mercados asiáticos nesta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar uma proposta iraniana de trégua vinculada à reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent subiu 1,74%, para US$ 106,14 por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) avançou 1,23%, para US$ 93,55.
O plano apresentado por Teerã previa sete dias para a retomada da circulação pela passagem marítima. A proposta foi transmitida a Washington por mediadores e condicionada a medidas como o fim do bloqueio naval aos portos iranianos, o alívio das sanções às exportações de petróleo, a liberação de ativos congelados e um cessar-fogo que abrangesse diferentes frentes do conflito regional.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, disse que os primeiros passos poderiam ser concluídos em quatro ou cinco dias, com a reabertura do estreito no sexto dia. Uma nova rodada de conversações com Washington sobre um acordo mais amplo começaria no sétimo.
Trump recusou a iniciativa no sábado e afirmou que as condições iranianas não atendem aos objetivos dos Estados Unidos. “Eu rejeito a proposta”, declarou. O presidente também exigiu a reabertura do estreito e disse que o Irã não poderia continuar obtendo receitas enquanto estivesse sob pressão americana. Apesar da recusa, deixou aberta a possibilidade de novos contatos.
Araqchi afirmou que Teerã mantém suas condições e declarou: “Não aceitamos a coerção, as ameaças nem a intimidação”. Segundo o chanceler, a reabertura do Estreito de Ormuz depende do cumprimento dos termos apresentados pelo Irã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também questionou a possibilidade de um entendimento rápido e disse que Teerã não confia nos Estados Unidos para avançar nas negociações.
O tráfego marítimo pelo estreito foi fortemente reduzido desde o início do conflito. A rota é uma das principais vias mundiais para o transporte de petróleo e gás, e a queda na circulação tem contribuído para a pressão sobre os preços internacionais de energia. O mercado acompanha o risco de nova escalada militar e as divergências entre Washington e Teerã sobre a passagem, as sanções e o programa nuclear iraniano.
