# Petróleo recua após alívio de sanções à Rússia

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- Published: 2026-10-19T17:00:15-03:00
- Author: Felip trends

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira (19), depois de oscilarem
durante a tarde. Investidores avaliaram o aumento das tensões no Oriente Médio e
o alívio de algumas sanções e tarifas impostas à Rússia por ordem do presidente 
dos Estados Unidos, Donald Trump, na sexta-feira.

O contrato mais negociado do Brent, referência internacional, para dezembro caiu
0,28% e terminou a sessão a US$ 109,55 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE),
em Londres. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, o WTI para
o mesmo mês recuou 0,48%, a US$ 98,54 o barril. Na semana, o avanço do WTI foi de
7,8%.

Trump reiterou no domingo seu apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, 
Benjamin Netanyahu, e ameaçou intensificar ações contra o Irã caso Teerã não mude
de postura. Em publicação na Truth Social, afirmou que Netanyahu seria o único líder
capaz de manter a parceria com Washington no enfrentamento à República Islâmica.

O presidente norte-americano também defendeu o abrandamento das sanções à Rússia
e acusou o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, de prejudicar o abastecimento mundial
de diesel com ataques a refinarias russas.

Em meio às tensões, o The New Arab informou nesta segunda-feira, citando fontes,
que Washington e Teerã poderão anunciar ainda nesta semana um avanço significativo
nas negociações mediadas por Catar e Paquistão para evitar a retomada da guerra.
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que segue sobre
a mesa a proposta de reabertura do [Estreito de Ormuz](https://nordeste7.com.br/petroleo-recua-apos-estoques-dos-eua-subirem-acima-das-expectativas/),
apresentada aos Estados Unidos como parte de um plano de sete dias.

Christopher Tahir, estrategista sênior de mercado da Exness, afirmou que as hostilidades
no Oriente Médio provavelmente limitarão a queda do petróleo. Segundo ele, as tensões
entre a Arábia Saudita e os Houthis seguem elevadas, e o tráfego pelo Estreito de
Ormuz enfrenta restrições em meio a incidentes de segurança.
