As cotações do petróleo caíam nesta sexta-feira (16), embora Brent e WTI ainda registrassem ganhos na semana. A pressão sobre os preços ocorria em meio a preocupações com o abastecimento no Oriente Médio e à queda dos estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos, maior que a prevista.
Às 4h36, horário de Brasília, o Brent recuava 57 centavos, ou 0,54%, para US$ 105,30 por barril. O WTI caía 63 centavos, ou 0,64%, para US$ 97,34. Na semana até aquele momento, o Brent acumulava alta de 0,49% e o WTI, de 5,91%.
Na quinta-feira (15), o WTI havia avançado mais de 3%, após a redução dos estoques dos EUA, em meio à interrupção da produção causada por um furacão.
Analistas do ING disseram que as incertezas sobre o Oriente Médio e o fluxo pelo Estreito de Ormuz sustentavam um prêmio de risco. Segundo eles, um acordo entre Estados Unidos e Irã poderia dar mais segurança ao mercado sobre a continuidade dos embarques da região.
A Kpler informou que o fluxo pelo estreito teve média de 11,62 milhões de barris por dia nos sete dias até 13 de outubro, aproximadamente 68% do patamar de referência de 17,15 milhões.
Analistas da empresa atribuíram a queda dos fluxos de petróleo bruto do Golfo à intensificação dos ataques iranianos e previram recuperação mais lenta e irregular do tráfego sem um acordo político abrangente.
A Agência Internacional de Energia concordou em liberar mais de 20 milhões de barris de diesel, além do petróleo remanescente de uma liberação recorde de reservas emergenciais anunciada em março. A Haitong Futures afirmou que investidores se mostraram insatisfeitos com as medidas e que a redução das tensões no Oriente Médio poderia aliviar o mercado.
Uma autoridade dos Estados Unidos informou que o governo Trump avalia suspender sanções contra algumas embarcações da chamada frota paralela, que transportaram petróleo e derivados de Rússia, Irã e Venezuela. A iniciativa buscaria reduzir tarifas globais de frete, que chegaram a níveis recordes.

