Pensando ser presente de Deus, mulher usa R$ 2,5 milhões depositados por engano e é presa

A maioria do valor foi recuperada, mas parte foi utilizada antes do bloqueio.

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Um erro administrativo do governo da província de San Luis, na Argentina, resultou no depósito de 510 milhões de pesos argentinos (equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões) na conta de Verónica Acosta, residente em Villa Mercedes. O valor foi creditado em 6 de maio, quando Acosta aguardava receber apenas 8 mil pesos referentes à pensão alimentícia.

Segundo declarou à rádio argentina FM Latina, ela acreditou que o valor seria um “presente de Deus”. A declaração foi dada após o caso se tornar público e gerar acidente-com-o-elevador-da-gloria-que-deixou-16-mortos-e-21-feridos-em-portugal/” title=”investigação” target=”_blank”>investigação judicial.

Valor foi parcialmente gasto antes da identificação do erro

A beneficiária, mãe solo, movimentou aproximadamente 44 milhões de pesos (cerca de R$ 215 mil) em apenas dois dias, antes que o banco conseguisse recuperar a maior parte da quantia. As movimentações incluíram 66 transações bancárias, como transferências e aquisições de bens de consumo.

Entre os itens comprados estão dois televisores, uma geladeira, uma fritadeira elétrica, um micro-ondas e alimentos básicos. Além disso, Acosta adquiriu um automóvel Ford Ka, ano 2014.

Transferências a familiares e detenção

Segundo a investigação, parte do valor foi transferida a cinco parentes, com movimentações individuais de aproximadamente 500 mil pesos. Todos os cinco familiares foram detidos, mas liberados após o pagamento de fiança no valor de 5 milhões de pesos cada.

Verónica Acosta afirmou que utilizou o dinheiro por necessidade. “Me deparei com esse dinheiro e, com tanta necessidade, fui fazer compras e ajudei minha família com transferências”, declarou. Ela também disse ter devolvido os produtos adquiridos.

Justiça determinou liberdade provisória

Em 23 de maio, a juíza Antonela Panero concedeu liberdade provisória aos seis investigados, incluindo Acosta, mediante o pagamento de fiança. Os acusados têm o prazo de três dias úteis para efetuar o pagamento. Caso contrário, poderão ser reconduzidos à prisão.

O advogado de Acosta, Hernán Echeverría, informou que interpôs recurso de apelação. “Interpus recurso de apelação, não apenas pela acusação de estelionato, que entendo não estar configurada, mas também pelo valor exorbitante da fiança”, declarou o defensor.

Ministério Público aponta má-fé

A Procuradoria do Estado alega que tentou entrar em contato com a beneficiária antes do congelamento da conta. O procurador Flavio Ávila afirmou que “a boa-fé precisa ser demonstrada com ações”. A Justiça considera a possibilidade de má-fé na retenção dos valores transferidos erroneamente.

Caso segue em apuração no Juizado de Garantia

A investigação permanece em andamento no Juizado de Garantia nº 3 de Villa Mercedes. As autoridades continuam apurando as circunstâncias do erro administrativo e da movimentação dos valores.

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