Parece uma goiaba pequena, mas reúne sabores de quatro frutas e quase não aparece fora do Sul do Brasil

3 Minuto de leitura

Nativa das áreas de altitude do Sul do Brasil, a feijoa é uma fruta pouco conhecida em boa parte do país, apesar de reunir características que chamam a atenção pelo sabor e pelo valor nutricional. Também chamada de goiaba-serrana, ela é encontrada principalmente nas regiões serranas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, onde cresce naturalmente em áreas associadas à Mata de Araucárias.

Apesar de fazer parte da biodiversidade brasileira, a feijoa ganhou maior projeção comercial em países como a Nova Zelândia, onde passou a ser cultivada em larga escala e ficou conhecida como pineapple guava. No Brasil, a produção ainda é concentrada em pequenas propriedades e a fruta costuma aparecer apenas durante um curto período do ano.

Polpa combina sabores de diferentes frutas

A feijoa faz parte da família Myrtaceae, a mesma da goiaba e da jabuticaba, e recebe o nome científico de Acca sellowiana. Externamente, lembra uma pequena goiaba de casca verde, que permanece com essa coloração mesmo quando amadurece.

Ao ser aberta, revela uma polpa clara, gelatinosa e aromática. O sabor é um dos aspectos mais marcantes da espécie: especialistas descrevem uma combinação de notas que lembram abacaxi, goiaba, morango e banana, além de um leve aroma floral.

A forma mais comum de consumo é in natura, retirando a polpa com uma colher após cortar a fruta ao meio. Ela também pode ser utilizada no preparo de geleias, doces, sorvetes, compotas e sucos.

As pétalas das flores são comestíveis e aparecem em algumas preparações culinárias.

Fruta é rica em compostos bioativos, mas continua pouco encontrada

Pesquisas conduzidas pela Embrapa e por universidades brasileiras apontam que a feijoa contém vitamina C, fibras e compostos fenólicos, como flavonoides e catequinas, substâncias com ação antioxidante. Estudos também investigam seu potencial anti-inflamatório e a contribuição das fibras para a saúde intestinal, embora esses benefícios façam parte de uma alimentação equilibrada e não representem efeitos terapêuticos isolados.

A espécie produz frutos principalmente entre fevereiro e maio. Como amadurece rapidamente e apresenta vida útil curta após a colheita, sua distribuição para mercados distantes acaba sendo limitada, o que explica a dificuldade de encontrá-la em supermercados de outras regiões do país.

Quem deseja cultivar a planta pode encontrar mudas em viveiros especializados. A feijoeira se desenvolve melhor em regiões de clima subtropical ou temperado, com invernos frios, condição considerada importante para estimular a frutificação.

Em locais de temperaturas elevadas durante todo o ano, a produção de frutos tende a ser mais limitada, mesmo quando a planta se adapta ao cultivo.

Partilhe esta notícia