O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a condução da saúde no governo de Jair Bolsonaro e afirmou que o país pode enfrentar problemas semelhantes aos dos hospitais federais do Rio de Janeiro caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. A declaração foi publicada no X neste domingo (18.out.2026), durante o debate presidencial da Band.
No confronto, Flávio reconheceu falhas na área durante o governo do pai. “De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea-culpa”, disse. Padilha, por sua vez, mencionou suspeitas de desvios de mais de R$ 100 milhões da saúde durante a pandemia e comparou a atuação do senador à do general Eduardo Pazuello, que comandou o Ministério da Saúde no governo Bolsonaro.
Os hospitais federais do Rio também foram tema de discussão. Durante o debate, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Flávio cobrava pedágio de funcionários de um hospital para estacionar os carros. O senador respondeu que Lula estava “vomitando um monte de mentiras”.
Na publicação, Padilha afirmou que trabalhadores do Hospital Federal Cardoso Fontes relataram cobranças ilegais de pacientes e funcionários pelo estacionamento. O ministro também declarou que pessoas próximas a Flávio foram indicadas para cargos de direção, que contratos sem licitação correspondiam a cerca de 70% das contratações e que gestores contrários às indicações foram afastados.
O debate, realizado em São Paulo, teve duração prevista de duas horas e foi mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. A programação previa três blocos, com perguntas dos mediadores e jornalistas, confrontos entre os candidatos e considerações finais.
Levantamentos nacionais compilados pelo Poder360 mostravam Flávio numericamente à frente em 11 de 13 pesquisas para o segundo turno; Lula aparecia nessa posição em uma. Na pesquisa mais recente do PoderData/Aya, os dois estavam empatados, com 50% dos votos válidos cada. A disputa está marcada para 25 de outubro.

