O Ministério da Saúde anunciou, em 22 de outubro, a criação de um benefício financeiro para pacientes com câncer que precisam se deslocar a outros municípios para realizar sessões de radioterapia.
O auxílio prevê R$ 150 para transporte e mais R$ 150 por dia para alimentação e hospedagem, tanto para o paciente quanto para o acompanhante, quando houver necessidade de permanência prolongada.
De acordo com o Ministério da Saúde, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) percorrem, em média, 145 km para acessar esse tipo de tratamento, indicado em cerca de 60% dos casos de câncer.
Auxílio financeiro para transporte e estadia
O benefício será exclusivo para usuários do SUS e busca reduzir barreiras de acesso ao tratamento. A medida integra o programa Agora Tem Especialistas, que visa diminuir o tempo de espera por consultas e procedimentos especializados.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra aproximadamente 704 mil novos casos de câncer por ano até 2025, sendo que a radioterapia é parte essencial do tratamento em grande parte dos diagnósticos.
Essa política pública pretende garantir que pacientes em regiões distantes de centros de referência não abandonem o tratamento por dificuldades financeiras.
Expansão dos serviços de radioterapia no SUS
Além do auxílio, o governo anunciou outras medidas para fortalecer a rede de oncologia:
- Centralização da compra de medicamentos oncológicos: a União assumirá a aquisição de fármacos de alto custo, com expectativa de reduzir preços em até 60% por meio de negociações nacionais.
- Repasse anual de R$ 156 milhões: incentivo financeiro para que hospitais e clínicas ampliem a oferta de sessões de radioterapia.
- Portaria de assistência farmacêutica oncológica: publicada para ampliar o acesso a medicamentos modernos e garantir maior eficiência na distribuição.
Essas ações fazem parte de uma estratégia de longo prazo para modernizar o atendimento oncológico no país.
Impacto esperado para pacientes e sistema de saúde
O auxílio financeiro deve beneficiar milhares de brasileiros que enfrentam longos deslocamentos para realizar radioterapia.
De acordo com o Ministério da Saúde, a medida busca reduzir desigualdades regionais e assegurar que pacientes tenham condições de concluir o tratamento sem interrupções.
Por outro lado, a centralização da compra de medicamentos deve gerar economia significativa para o SUS, permitindo a reinversão de recursos em novas tecnologias e expansão de serviços.
