O ouro fechou em alta nesta terça-feira (27), apoiado pela queda dos preços do petróleo e com investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. Na Comex, o contrato para dezembro avançou 0,90%, a US$ 4.074,6 por onça-troy.
A prata também terminou o dia no positivo, com alta de 0,32%, cotada a US$ 54,513 por onça-troy. O ouro chegou a recuar durante a manhã, mas oscilou e passou a subir, sem movimentos intensos ao longo da sessão.
A queda do petróleo ocorreu em meio a sinais geopolíticos contraditórios no Oriente Médio. Os houthis realizaram novos ataques na Arábia Saudita, enquanto o Irã sinalizou que pode aceitar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Segundo a Sucden Financial, a atenção do mercado se volta para a reunião do Comitê de Política Monetária do Fed, iniciada nesta terça e prevista para terminar na quarta-feira (28), além dos dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, esperados para quinta-feira (29).
A expectativa do mercado é de manutenção dos juros. A corretora avaliou que a perspectiva de uma alta apenas em dezembro e a queda dos rendimentos aliviaram parte da pressão imediata sobre o ouro, mas não eliminaram a restrição provocada pelas taxas.
O Commerzbank considerou “surpreendente” a fraqueza recente do metal diante da redução das expectativas para os juros americanos. Para o banco, se as surpresas forem limitadas, a reunião do Fed pode provocar uma reação também limitada no preço do ouro.
Uma pesquisa da Reuters apontou que a previsão do mercado para o preço do ouro em 2026 caiu pelo segundo trimestre consecutivo. Entre os fatores citados estão os rendimentos elevados dos títulos do Tesouro dos EUA, a valorização do dólar e a expectativa de juros altos por mais tempo.

