O ouro acumulou a terceira sessão de ganhos, em um dia marcado pelo recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e por avaliações sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Investidores também aguardam o relatório de empregos norte-americano, conhecido como payroll.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do metal com maior liquidez, para dezembro, fechou com valorização de 0,37%, cotado a US$ 4.202,30 por onça-troy. No mesmo vencimento, a prata subiu 1%, para US$ 61,175 por onça-troy.
Os rendimentos dos Treasuries, após alcançarem máximas de várias décadas, passaram a ceder no início da tarde. Esse movimento abriu espaço para a valorização do ouro. Também contribuiu o aumento das apostas de que o Fed manterá os juros.
Segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, a chance de manutenção da taxa dos Fed Funds na faixa atual, de 3,75% a 4% ao ano, era de 71,8%. Para dezembro, a probabilidade estimada de um possível aperto monetário chegava a 82,6%.
O OCBC Group Research avaliou que a alta do petróleo e a possibilidade de nova elevação dos rendimentos dos Treasuries continuam limitando o ouro. O Brent para dezembro voltou a ficar acima de US$ 100 por barril.
Em declaração ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Elias Hilmer, economista de mercados da Capital Economics, disse que os rendimentos ainda poderiam avançar e, com isso, pressionar os preços do metal.
A divulgação do payroll está prevista para sexta-feira (2). Analistas consultados pela Broadcast esperam que o relatório aponte um mercado de trabalho sólido, o que levaria o mercado a precificar uma nova alta de juros pelo Fed no quarto trimestre. Como não proporciona rendimento, o ouro tende a se beneficiar quando as taxas de juros estão mais baixas.
