# Os influenciadores de IA abandonaram a perfeição e descobriram que parecer frágeis pode render mais atenção

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- Published: 2026-07-14T02:39:21-03:00
- Author: Felip trends

Perfis criados com inteligência artificial estão mudando de estratégia nas redes
sociais. Em vez de personagens com aparência impecável, cada vez mais contas utilizam
idosos, pequenos empreendedores ou pessoas em situação de vulnerabilidade para despertar
empatia, conquistar seguidores e impulsionar vendas.

A mudança acompanha a evolução das ferramentas de IA, que hoje conseguem produzir
vídeos e imagens cada vez mais parecidos com registros reais. Em muitos casos, os
perfis não informam que os personagens são fictícios, o que dificulta a identificação
por parte do público.

O objetivo costuma ser o mesmo: criar uma conexão emocional para aumentar o alcance
das publicações e incentivar a compra de produtos, cursos ou livros.

## Histórias com apelo emocional ganharam espaço nas redes

Um dos exemplos recentes é o de um perfil que apresenta um idoso dando conselhos
sobre frutas, hortas e remédios caseiros. Apesar da aparência de uma pessoa real,
informações disponíveis no próprio site ligado ao projeto indicam que o nome utilizado
é apenas uma marca comercial, e não uma pessoa física.

Outro caso chamou ainda mais [atenção](https://nordeste7.com.br/reducao-de-21-em-salario-de-mulheres-chama-atencao-no-brasil/)
na Espanha. Um perfil mostrava um suposto jovem com síndrome de Down dizendo que
tinha dificuldades para vender vasos artesanais. Depois de alcançar milhares de 
seguidores e centenas de milhares de visualizações, [descobriram](https://nordeste7.com.br/o-cha-feito-com-folha-de-amora-e-pouco-conhecido-mas-tem-compostos-que-aliviam-os-sintomas-da-menopausa-de-uma-forma-que-muitas-mulheres-ainda-nao-descobriram/)
que os vídeos haviam sido produzidos com inteligência artificial.

A repercussão levou entidades como a Down España a alertar consumidores para que
verifiquem a autenticidade de campanhas que apelam à solidariedade antes de realizar
compras ou doações. A organização classificou esse tipo de estratégia como uma forma
de explorar a boa-fé do público.

## Europa prepara regras para identificar conteúdos sintéticos

Especialistas em desinformação avaliam que personagens comuns tendem a despertar
mais confiança do que modelos digitais com aparência perfeita, populares nos primeiros
anos da IA generativa. A estratégia busca tornar o conteúdo mais convincente justamente
por [parecer](https://nordeste7.com.br/uma-nova-especie-de-cobra-engana-os-proprios-cientistas-ao-parecer-ser-completamente-diferentes-dependendo-do-individuo-observado/)
cotidiano.

Para enfrentar esse cenário, a União Europeia incluiu regras específicas no Regulamento
de Inteligência Artificial. A partir de agosto de 2026, conteúdos sintéticos que
possam ser confundidos com imagens, vídeos ou áudios reais deverão ser identificados
de forma clara em diversas situações.

Enquanto a regulamentação entra em vigor, especialistas recomendam atenção a perfis
que utilizam histórias emocionantes para vender produtos ou pedir apoio financeiro.

Verificar a origem da conta, buscar informações sobre o vendedor e desconfiar de
narrativas excessivamente apelativas continuam sendo algumas das principais formas
de evitar golpes e campanhas enganosas nas redes sociais.

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