A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE) deflagrou a Operação Nexo para investigar suspeitos de planejar ataques contra policiais penais e gestores do sistema penitenciário. As apurações também examinam o possível uso de drones para levar materiais ilícitos a presídios.
Segundo os investigadores, os suspeitos articulavam ações dentro e fora das unidades, incluindo a divulgação de mensagens que convocavam uma paralisação geral do sistema penitenciário. Familiares e apoiadores de detentos seriam mobilizados para atuar fora dos presídios.
A investigação busca esclarecer a participação de cada suspeito e identificar possíveis vínculos entre os integrantes do grupo e atividades criminosas no sistema penitenciário cearense. As apurações também apontaram indícios de articulação entre presos de diferentes unidades para comercializar drogas e aparelhos eletrônicos.
De acordo com a Ficco/CE, foram reunidos bilhetes manuscritos apreendidos em um presídio, informações de inteligência e dados extraídos de um celular. A análise das conversas indicou que os suspeitos discutiam estratégias de mobilização de pessoas fora das unidades e possíveis ações violentas contra agentes públicos.
Os investigadores ainda apuram como os materiais ilícitos entrariam nos presídios por drones e qual seria o papel de cada integrante na logística. As prisões preventivas dos investigados foram autorizadas pela Justiça em decisão proferida em 16 de outubro de 2026.
A Ficco no Ceará reúne Polícia Federal, polícias Civil e Militar do estado, órgãos estaduais de segurança pública e administração penitenciária e Secretaria Nacional de Políticas Penais. A Operação Nexo busca esclarecer os planos investigados e reunir elementos para eventual responsabilização criminal dos suspeitos.

