Pular para o conteúdo
Nordeste7
Tamanho do texto
100%
Anuncie

Operação em quatro unidades da Federação prende delegada suspeita de favorecer o PCC

A delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa em Brasília durante operação que apura suspeitas de repasse de informações sigilosas e proteção a integrantes do PCC.

Operação em quatro unidades da Federação prende delegada suspeita de favorecer o PCC

A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa em Brasília nesta quinta-feira (15), durante a Operação Sinalagma. Ela é suspeita de receber R$ 50 mil para compartilhar informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação é conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco.

Segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), as investigações apontam uma possível relação entre a delegada e Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão” e apontado como liderança do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca, no litoral pernambucano. Ele também foi preso na quinta-feira.

As autoridades investigam um esquema interestadual que envolve suspeitas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional e ocultação de patrimônio. As movimentações financeiras identificadas ultrapassam R$ 14 milhões, segundo as autoridades.

A operação mobilizou equipes em Pernambuco, Pará, São Paulo e no Distrito Federal. Foram expedidos três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, além de ordens de sequestro de bens e bloqueio de ativos. A Vara Criminal da Comarca de Ipojuca autorizou as medidas.

Em Belém, houve buscas na residência da delegada e no gabinete que ocupava na Divisão de Polícia Administrativa, na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil paraense.

As apurações começaram em janeiro de 2025, com ações de inteligência para identificar lideranças criminosas em Pernambuco. Segundo as autoridades, a análise de dados do celular de Renato, realizada com autorização judicial, contribuiu para localizar possíveis colaboradores. A investigação também apura suspeitas de uso de documentos falsos, empresas e contas de terceiros para movimentar recursos e ocultar sua origem.

A investigação continua, e as suspeitas ainda dependem de apuração. A prisão não representa condenação definitiva. A Polícia Civil do Pará informou que apoiou as diligências no estado e que os autos serão enviados à Corregedoria-Geral para análise e eventuais medidas administrativas.