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Onde fica a casa de Cristóvão Colombo na América?

A casa atribuída a Cristóvão Colombo na América fica em La Isabela, no norte da atual República Dominicana. O local integra um sítio arqueológico que sofre avanço do mar e erosão costeira, o que já provocou a perda de parte das estruturas históricas. Segundo pesquisadores…

A casa atribuída a Cristóvão Colombo na América fica em La Isabela, no norte da atual República Dominicana. O local integra um sítio arqueológico que sofre avanço do mar e erosão costeira, o que já provocou a perda de parte das estruturas históricas. Segundo pesquisadores dominicanos, o muro norte da edificação desapareceu após ser levado pelas águas que atingem o barranco onde o sítio está instalado.

La Isabela foi fundada em janeiro de 1494 e é considerada a primeira cidade espanhola nas Américas. Colombo viveu no local entre 1494 e 1496, durante sua segunda viagem ao continente. A residência do almirante foi construída próxima ao mar para facilitar o acesso às embarcações e tinha cerca de 80 metros quadrados, com dois pavimentos e uma torre. Hoje, restam apenas bases retangulares de pedra, cada vez mais próximas da linha d’água.

O sítio abriga também outras estruturas do assentamento original, como vestígios de muralhas defensivas, torre de vigilância, armazém real e a antiga igreja onde foi celebrada, em janeiro de 1494, a primeira missa católica registrada no chamado Novo Mundo.

Erosão costeira e conservação do sítio

De acordo com Esteban Prieto Vicioso, diretor fundador do Centro de Inventário de Bens Culturais da República Dominicana, a deterioração das estruturas não se deve apenas à ação do mar. Segundo ele, fatores como alta salinidade, umidade constante, temperaturas elevadas, ventos e chuvas intensas aceleram o desgaste das construções de pedra.

As estruturas mais próximas da costa são as mais afetadas, mas edificações situadas em áreas um pouco mais elevadas também apresentam danos. Técnicos apontam que o processo é contínuo e que parte do sítio pode desaparecer caso não haja intervenções de contenção e preservação.

Após séculos de abandono, La Isabela passou por trabalhos de recuperação a partir da década de 1970. O local recebeu novos investimentos nas décadas seguintes, especialmente durante as comemorações dos 500 anos da chegada dos europeus à América. Nos últimos anos, no entanto, trabalhadores e pesquisadores relatam redução de recursos destinados à manutenção. Atualmente, o sítio enfrenta dificuldades para receber visitantes, em razão da distância dos principais polos turísticos do país e do acesso limitado.