Pular para o conteúdo
Nordeste7
GUIA DA OMS

Obesidade atinge 8% de crianças e adolescentes, e OMS lança guia

A OMS informou que a obesidade quadruplicou entre crianças e adolescentes desde 1990 e publicou diretrizes para prevenção e tratamento da doença.

Obesidade atinge 8% de crianças e adolescentes, e OMS lança guia

Em 2024, a obesidade atingia 8% das crianças e dos adolescentes, índice que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), representa uma prevalência quatro vezes maior do que a registrada em 1990. A entidade divulgou nesta quarta-feira (07/10) seu primeiro guia voltado especificamente à prevenção e ao tratamento da doença na faixa etária de cinco a 19 anos.

Estimativas da organização indicam que aproximadamente 170 milhões de pessoas desse grupo eram obesas no ano passado. Entre elas, 70 milhões tinham de cinco a nove anos, enquanto outras 100 milhões estavam na faixa dos 10 aos 19 anos.

A OMS descreve a obesidade como uma condição crônica e recorrente. Entre as associações apontadas estão o risco aumentado de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares. A entidade também relaciona possíveis consequências a situações de estigma, discriminação e bullying.

Abordagens previstas no guia

As orientações propõem integrar alimentação adequada, prática de atividade física e mudanças comportamentais no cuidado. O documento também admite intervenções de saúde digital, mas de maneira condicional e com acompanhamento de pais ou responsáveis.

Há diferenças nas recomendações conforme a idade. Para crianças de até nove anos, o guia não indica medicamentos, cirurgia bariátrica nem dispositivos destinados à perda de peso. Já entre adolescentes de 10 a 19 anos, remédios aprovados para obesidade — incluindo as chamadas canetas emagrecedoras — podem ser considerados se um programa supervisionado de mudança no estilo de vida não produzir os resultados esperados.

Nos casos de obesidade grave entre adolescentes, a cirurgia bariátrica pode ser avaliada, desde que sejam respeitadas condições rigorosas. O guia também orienta que a saúde mental seja considerada junto ao cuidado da obesidade. Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional podem se relacionar a alimentação inadequada, sedentarismo e isolamento social.

A OMS pondera que o atendimento individual, por si só, não é suficiente para frear o avanço da doença. Por isso, defende políticas públicas que facilitem o acesso a alimentos saudáveis e à atividade física. As ações, segundo a entidade, também devem envolver educação, planejamento urbano, transporte e proteção social.

Assuntos: lançasaúde