# O Sol continua o mesmo, mas a sensação de calor mudou: pesquisa aponta por que determinadas regiões estão esquentando mais

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- Published: 2026-06-25T01:39:27-03:00
- Author: Felip trends

O planeta ficou mais quente e os efeitos já são sentidos por mais de 1 bilhão de
pessoas. Um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change mostra 
que a proporção da população exposta a pelo menos um dia de [calor](https://nordeste7.com.br/a-cidade-brasileira-onde-o-calor-e-a-umidade-criam-chuvas-quase-diarias/)
extremo por ano saltou de 16% para 22% nas últimas cinco décadas.

A [pesquisa](https://nordeste7.com.br/datafolha-revela-alta-rejeicao-ao-governo-lula-e-estagnacao-na-aprovacao-popular/)
foi coordenada pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF)
e vai além do termômetro tradicional. Os cientistas usaram o Índice Climático Térmico
Universal (UTCI), que cruza temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento
e radiação solar para medir o desgaste físico real sofrido pelas populações.

Hoje, cerca de 70% da população mundial, o equivalente a 5,8 bilhões de pessoas,
enfrenta pelo menos 90 dias por ano de estresse térmico intenso. Nos anos 1970, 
esse percentual era de 55%.

### Noites mais quentes representam risco crescente à saúde

Um dos achados mais preocupantes do levantamento é o ritmo do aquecimento noturno.
As noites mais quentes do ano registram elevação média de 0,32°C por década, ante
0,27°C nos dias de pico, uma diferença que tem consequências diretas para a saúde
humana.

A ausência de resfriamento noturno impede que o organismo se recupere do calor acumulado
ao longo do dia. Segundo os autores, isso eleva os riscos de mortalidade por problemas
cardiovasculares e respiratórios.

O calor extremo já é apontado pelo estudo como a principal causa de mortes associadas
a eventos climáticos no planeta.

### América do Sul registra episódios 2,5 vezes mais frequentes

No continente sul-americano, o impacto é severo. Os episódios de estresse térmico
extremo ocorrem agora 2,5 vezes mais do que nas décadas anteriores, e a [sensação](https://nordeste7.com.br/casa-com-cara-nova-sem-reforma-a-tendencia-de-decoracao-aposta-em-pequenas-mudancas-que-alteram-a-sensacao-dos-ambientes/)
térmica máxima nos dias mais quentes subiu entre 2°C e 4°C no Brasil e em países
vizinhos desde o início das medições.

Em [regiões](https://nordeste7.com.br/quem-mora-nestas-regioes-tem-menos-chances-de-desenvolver-diabetes/)
subtropicais, que incluem o Sul e parte do Sudeste brasileiro, o monitoramento identificou
até 50 dias adicionais por ano sob condições de forte desgaste físico.

Os pesquisadores alertam que temporadas de calor mais longas e severas exigem adaptações
urgentes na infraestrutura urbana. O avanço das temperaturas já desafia os sistemas
de saúde pública em todos os continentes.

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