# O primeiro satélite comercial desse tipo gera eletricidade com material radioativo sem depender do Sol

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- Published: 2026-07-13T16:00:27-03:00
- Author: Felip trends

Um pequeno [satélite](https://nordeste7.com.br/a-humanidade-levou-30-anos-para-descobrir-6-000-exoplanetas-o-satelite-tess-identificou-10-000-candidatos-em-apenas-um-ano-e-a-cifra-ainda-vai-crescer/)
lançado pela SpaceX marcou um novo teste para a geração de energia no espaço. Batizado
de BOHR, o equipamento foi desenvolvido pela empresa americana City Labs para avaliar
o uso comercial de uma tecnologia que produz [eletricidade](https://nordeste7.com.br/jovem-morre-apos-choque-eletrico-ao-usar-celular-conectado-a-tomada/)
a partir da desintegração do trítio, um isótopo radioativo do hidrogênio.

O CubeSat foi colocado em órbita no dia 7 de julho durante a missão Transporter-
17, que levou 81 cargas úteis ao espaço a bordo de um foguete Falcon 9.

A proposta é verificar se a tecnologia betavoltaica pode alimentar equipamentos 
espaciais em futuras missões sem [depender](https://nordeste7.com.br/depois-dos-60-anos-o-melhor-horario-para-levantar-pode-depender-mais-do-ritmo-do-corpo-do-que-do-despertador/)
exclusivamente da luz solar.

Apesar do avanço, o BOHR não funciona apenas com energia nuclear. Nesta fase de 
testes, o satélite utiliza painéis solares para manter seus próprios sistemas em
operação, enquanto o dispositivo nuclear é avaliado separadamente.

## Tecnologia pode ampliar a autonomia de futuras missões espaciais

O sistema embarcado no satélite aproveita as partículas beta liberadas pela desintegração
natural do trítio. Essas partículas atingem um semicondutor, que as converte diretamente
em eletricidade, sem a necessidade de combustão ou de partes móveis.

A ideia difere dos geradores nucleares usados em missões históricas, como as sondas
Voyager, que produzem energia a partir do calor liberado pelo plutônio. No caso 
do BOHR, a geração elétrica ocorre por meio de uma célula betavoltaica, tecnologia
estudada há décadas, mas que ainda busca aplicações comerciais em larga escala.

Segundo os desenvolvedores, o trítio apresenta níveis de radiação inferiores aos
do plutônio, o que facilita o manuseio do equipamento antes do lançamento.

## Missão busca validar uso comercial da energia nuclear no espaço

O projeto recebeu financiamento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e foi
a primeira missão comercial [desse](https://nordeste7.com.br/oms-alerta-adultos-devem-comer-400g-desse-alimento-todos-os-dias-para-prevenir-diabetes-e-cancer/)
tipo a obter autorização específica para lançamento envolvendo material nuclear 
pelas autoridades americanas.

Se os testes confirmarem o desempenho esperado, a tecnologia poderá ser empregada
em satélites, sondas e equipamentos destinados a regiões onde a energia solar é 
limitada, como missões no espaço profundo ou áreas permanentemente sombreadas da
Lua.

Os pesquisadores destacam, no entanto, que o lançamento representa uma prova de 
conceito. Ainda serão necessários novos testes antes que satélites alimentados exclusivamente
por células betavoltaicas possam entrar em operação comercial.

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