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Opinião

O paradoxo israelense nas urnas

A análise aborda a divisão política em Israel e relaciona a capacidade de união diante de ameaças à história judaica, à soberania e à integração de imigrantes.

O paradoxo israelense nas urnas

Às vésperas da primeira eleição para a formação de um novo governo desde o início da guerra, a sociedade israelense está dividida. A segurança ocupa o centro das preocupações, enquanto a criação de um Estado palestino perdeu o destaque que teve por décadas.

Segundo o artigo, a falta de uma comissão estatal independente para investigar as falhas que permitiram o massacre de judeus descrito como o pior desde o Holocausto também alimenta a disputa entre o governo de Benjamin Netanyahu, a oposição e a Suprema Corte.

O artigo caracteriza as campanhas como agressivas e pouco objetivas: há mais informação sobre os sentimentos e ressentimentos dos candidatos do que sobre seus planos de governo.

Ainda assim, sustenta que Israel demonstra capacidade de união diante de ameaças externas, apesar da polarização e de ter enfrentado uma invasão mortífera e desmoralizante, seguida pela abertura de sete frentes de guerra.

A análise relaciona essa resistência à história judaica, à soberania do Estado moderno e à integração de imigrantes. Em 1947, viviam na região cerca de 600 mil judeus; hoje, a população judaica de Israel é estimada em cerca de 8 milhões. Entre os movimentos migratórios citados estão a chegada de mais de 1 milhão de judeus da antiga União Soviética a partir do fim dos anos 1980 e a Operação Moisés, que resgatou cerca de 8 mil judeus etíopes em 1984. O texto também informa que, mesmo durante a guerra, Israel manteve a maior taxa de fecundidade entre os membros da OCDE, com cerca de 2,8 filhos por mulher. Ao reconhecer que o país não é invulnerável, cita o autor Nachum Kaplan: “A vulnerabilidade já não é o que define a condição da existência judaica”.