# Novo medicamento desenvolvido na Austrália promete recuperar a memória de quem sofre com Alzheimer

- Link: https://nordeste7.com.br/novo-medicamento-desenvolvido-na-australia-promete-recuperar-a-memoria-de-quem-sofre-com-alzheimer/
- Published: 2026-06-27T15:39:24-03:00
- Author: Felip trends

O Mal de [Alzheimer](https://nordeste7.com.br/passar-mais-de-4-horas-por-dia-no-celular-aumenta-o-risco-de-dois-problemas-de-saude-em-idosos-e-um-deles-e-frequentemente-confundido-com-alzheimer/)
infelizmente ainda não tem cura, mas um composto que está sendo estudado na Austrália
pode abrir uma “nova frente” na busca por tratamentos contra a doença. De acordo
com o Viva Bem, em experimentos de laboratório, pesquisadores da Universidade Monash
descobriram que um [medicamento](https://nordeste7.com.br/uma-nutricionista-alerta-que-tomar-paracetamol-sem-um-segundo-medicamento-pode-sobrecarregar-o-figado-e-poucas-pessoas-sabem-disso/)
à base de cobre, o Cu(ATSM), conseguiu reduzir significativamente o acúmulo de beta-
amiloide, a proteína tóxica associada à doença.

## Composto conseguiu reduzir 42% da proteína associada ao Alzheimer

Um estudo avaliando os efeitos desse composto em um modelo experimental de Alzheimer
foi publicado na revista ACS Chemical Neuroscience. Em pacientes com Alzheimer, 
uma das principais vias de eliminação da proteína beta-amiloide para de funcionar
adequadamente e o acúmulo dessa proteína no cérebro é o que causa os sintomas da
doença.

O composto Cu(ATSM) conseguiu aumentar em 24,1% a quantidade de glicoproteína P (
P-gp), um espécie de “bomba celular” que ajuda a remover resíduos cerebrais, como
a beta-amiloide, para a corrente sanguínea. O estudo foi feito em animais, ao longo
de 56 dias. Ao fim desse período, os animais tinham tido uma redução de 42% nos 
níveis de beta-amiloide e uma melhora de quase 44% em testes de aprendizado e [memória](https://nordeste7.com.br/a-anvisa-proibiu-a-venda-e-mandou-recolher-o-magnesio-treonato-suplemento-famoso-nas-redes-por-promessas-de-melhora-da-memoria-e-da-cognicao/)
espacial.

Como explica o Viva Bem, apesar dos resultados promissores (e empolgantes), os pesquisadores
australianos ressaltam que essa terapia ainda está em fase pré-clínica. Eles ainda
buscam entender exatamente quais são as rotas usadas para remover proteínas tóxicas
do cérebro. A boa notícia é que esse composto já passou por avaliações de segurança
em estudos sobre outras doenças neurodegenerativas, como Parkinson e ELA (esclerose
lateral amiotrófica).

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