A discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas voltou a ganhar espaço no debate público.
Embora propostas mais radicais, como a adoção da escala 4×3, estejam sendo deixadas de lado, especialistas acreditam que ajustes mais moderados devem avançar no Congresso.
Resistência e oportunidades no mercado
A modernização das leis trabalhistas vem sendo impulsionada pela valorização da saúde mental e pelo desejo de maior qualidade de vida.
No entanto, micro e pequenas empresas ainda mostram receio diante da possibilidade de aumento de custos e maior rigidez na gestão das operações.
No cenário atual, há espaço para que a jornada semanal passe das 44 horas para 40 horas, mantendo o contrato formal e a carteira assinada, além da eliminação gradual da escala 6×1.
Ajustes mais radicais, como a redução para 36 horas semanais ou a implantação de escalas alternadas como 4×3, tendem a ser descartados.
A expectativa é que, com a aprovação dessa versão intermediária, trabalhadores e empresas consigam conciliar melhor produtividade e qualidade de vida, sem comprometer a operação das empresas, especialmente as de menor porte.