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Netinho morre aos 60 anos; cantor marcou a história do axé

O cantor Netinho morreu aos 60 anos, em Salvador. Ele enfrentava câncer do sistema linfático e marcou o axé com sucessos como “Beijo na Boca” e “Mila”.

Netinho morre aos 60 anos; cantor marcou a história do axé

Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O cantor, que ganhou destaque nacional à frente da Banda Beijo e em carreira solo, enfrentava um câncer do sistema linfático diagnosticado há mais de um ano. Até o momento, não haviam sido informados o local do velório nem o do sepultamento.

O artista revelou o diagnóstico em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana, com fortes dores nas pernas. Durante o tratamento, publicou nas redes sociais relatos sobre sua rotina médica.

Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, Netinho mudou-se para Salvador com a família aos 10 anos. Aprendeu violão na adolescência e, aos 16, ingressou em Engenharia Civil na Universidade Católica do Salvador, enquanto se apresentava em bares.

A carreira ganhou projeção em 1988, quando ele assumiu os vocais da Banda Beijo no Carnaval de Salvador. “Beijo na Boca” foi um dos sucessos que o levaram ao público nacional. Em 1993, começou a trajetória solo; três anos depois, lançou “Mila”, faixa que se tornou um fenômeno de vendas e acompanhou turnês internacionais, incluindo apresentações na Itália e no Chile.

Netinho também fundou um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro e um selo dedicado a novos talentos baianos. Em 2013, sofreu três acidentes vasculares cerebrais, que afetaram temporariamente sua voz e o afastaram dos trios elétricos do Carnaval de Salvador por quatro anos. Nas eleições de 2022, disputou uma vaga de deputado federal pelo PL na Bahia, recebeu 31 mil votos e ficou como suplente.