Já pensou em literalmente “ouvir” o espaço? Pois é possível, e não estamos falando em sentido figurado não. A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, recentemente divulgou as “versões musicais” de Júpiter, Saturno e Urano. O lançamento foi uma forma de celebrar o “desfile planetário”, um alinhamento raro que foi observado recentemente no Hemisfério Norte.
E não, essa “versão musical” dos planetas não são efeitos sonoros criados artificialmente, mas dados reais coletados pela agência transformados em paisagens sonoras.
Como a NASA criou as versões musicais de Júpiter, Saturno e Urano?
Segundo a revista Galileu, o processo começa com o Sol. A radiação em raios X dele é refletida pelos corpos celestes, sinais invisíveis que são captados pelo telescópio Chandra, que registra essas informações em código binário. São essas informações que foram transformadas em áudio.
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“Nessa conversão, o brilho das imagens astronômicas define o volume do som — quanto mais intensa a luz, mais alto o áudio. A posição espacial dos elementos influencia a frequência das notas, enquanto as emissões mais energéticas resultam em tons mais agudos”, resume a explicação do Aventuras na História.
Na trilha de Júpiter, os sons de sopro evocam partículas energéticas e tons graves sugerem as fortes tempestades que marcam a atmosfera do planeta.
No caso de Saturno, os sons vão se formando à medida que a missão Cassini-Huygens percorria os anéis do planeta, o que resulta em um som parecido com o de uma sirene, mas então notas mais graves e profundas, que representam o corpo do planeta, vão tomando conta.
No caso de Urano, o planeta mais afastado do sol, a trilha sonora é “sutil e misteriosa”, como define o Aventuras, com os anéis estreitos do planeta aparecendo em notas prolongadas.