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NASA bate o martelo e revela o dia que mandará astronautas para Lua

Depois de meses de ajustes, testes e discussões internas, a agência espacial dos Estados Unidos definiu o próximo passo de sua nova era de exploração lunar. A expectativa em torno do retorno de astronautas à órbita da Lua aumenta à medida que decisões técnicas vão…

Depois de meses de ajustes, testes e discussões internas, a agência espacial dos Estados Unidos definiu o próximo passo de sua nova era de exploração lunar. A expectativa em torno do retorno de astronautas à órbita da Lua aumenta à medida que decisões técnicas vão sendo consolidadas.

O projeto faz parte do programa Artemis, que pretende levar humanos novamente ao entorno lunar e, no futuro, à superfície do satélite natural. Antes disso, porém, era necessário confirmar se todos os sistemas estavam prontos para um voo tripulado.

Lançamento está marcado para 1º de abril

A NASA anunciou que a missão Artemis II está programada para decolar em 1º de abril, às 19h24 no horário de Brasília. Caso ocorra algum imprevisto, há outras seis oportunidades no mesmo mês, nos dias 2, 3, 4, 5, 6 e 30 de abril.

A definição da data veio após a chamada Revisão de Prontidão de Voo, conhecida pela sigla FRR. Essa etapa reúne gerentes e especialistas para avaliar se o foguete, a cápsula, os sistemas em solo e todos os procedimentos operacionais estão preparados.

A Artemis II será o primeiro voo tripulado do programa. A missão anterior, Artemis I, realizada em 2022, foi um teste não tripulado da cápsula Orion e do foguete Space Launch System, o SLS.

A tripulação será composta por quatro astronautas:

  • Reid Wiseman
  • Victor Glover
  • Christina Koch
  • Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense

Eles acompanharam a revisão técnica de forma virtual, a partir de Houston.

Avaliação de riscos e escudo térmico em foco

Um dos pontos mais discutidos foi o desempenho do escudo térmico da cápsula Orion. Esse componente é responsável por proteger os astronautas durante a reentrada na atmosfera terrestre, quando a nave retorna da órbita lunar após cerca de 10 dias de missão.

No voo da Artemis I, o escudo apresentou rachaduras e marcas inesperadas após o pouso. Desde então, a NASA passou mais de um ano estudando o comportamento do material.

Para a Artemis II, a cápsula utiliza um escudo semelhante. A estratégia para reduzir riscos envolve alterar a trajetória de retorno, diminuindo o estresse térmico durante a reentrada.

Segundo a agência, há consenso interno de que o sistema é seguro para voar. Durante a revisão, foi reservado um período específico para que qualquer integrante pudesse apresentar preocupações. Nenhuma objeção formal foi registrada.

Probabilidades e cautela

Diferente de missões do passado, a NASA optou por não divulgar números específicos sobre chance de perda da missão ou da tripulação.

Como o SLS realizará apenas seu segundo voo, há poucos dados históricos para calcular probabilidades detalhadas. A agência afirmou que prefere manter uma postura cautelosa antes de divulgar estimativas numéricas.

Problemas técnicos atrasaram o cronograma

A definição da nova data também levou em conta dificuldades recentes com o foguete SLS.

Entre os principais desafios estavam:

  • Vazamentos de hidrogênio líquido durante testes de abastecimento
  • Problemas no fluxo de hélio para a parte superior do foguete

O hidrogênio líquido é altamente inflamável e pode representar risco caso se acumule. Já o hélio é essencial para limpar as linhas de combustível e manter a pressão adequada nos tanques.

O problema do hélio foi resolvido após a substituição de uma vedação em um cabo que conecta o foguete aos sistemas de solo.

Essas questões impediram o lançamento em março e levaram a NASA a remover o foguete da plataforma para manutenção. Atualmente, o SLS está no prédio de montagem, a cerca de 6,4 quilômetros da base de lançamento. O retorno à plataforma está previsto para 19 de março, em uma operação que pode durar até 12 horas.

A agência decidiu não realizar um novo ensaio geral com combustível para preservar a vida útil dos tanques, já que cada abastecimento reduz ligeiramente sua durabilidade.

Missão marca nova etapa da exploração lunar

A Artemis II não pousará na Lua, mas fará um sobrevoo tripulado ao redor do satélite. O objetivo é testar todos os sistemas com astronautas a bordo antes da próxima fase do programa.

O voo também servirá para avaliar:

  • Sistemas de suporte à vida
  • Comunicação entre nave e solo
  • Desempenho da cápsula em ambiente de espaço profundo

A missão representa o primeiro envio de humanos à órbita lunar desde o programa Apollo. Caso tudo ocorra conforme o planejado, será um passo decisivo para as futuras tentativas de pouso lunar previstas no programa Artemis.

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