# Na TV, Flávio fala em “tesouraço”, mas não quantifica ajuste nas contas públicas

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- Published: 2026-08-28T23:18:50-03:00
- Author: Felip trends

O candidato à Presidência da República [Flávio](https://nordeste7.com.br/flavio-bolsonaro-pode-perder-a-candidatura-nas-eleicoes-2026-para-outra-pessoa-da-familia/)
Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28), durante sabatina da _TV Globo_, que
pretende fazer um [ajuste](https://nordeste7.com.br/caiado-evita-detalhar-propostas-para-reforma-da-previdencia-e-ajuste-fiscal-em-sabatina-gaep/)
fiscal caso seja eleito presidente, mas não detalhou qual seria o tamanho do esforço
necessário para estabilizar a dívida pública nem apresentou uma meta em reais ou
em pontos do PIB.

O senador foi pressionado a explicar como pretende colocar as [contas](https://nordeste7.com.br/matematicos-fazem-as-contas-e-revelam-qual-seria-o-salario-minimo-justo-para-os-brasileiros/)
[públicas](https://nordeste7.com.br/flavio-bolsonaro-da-inicio-a-campanha-eleitoral-com-promessa-de-tesourar-contas-publicas-gaep/)
em ordem. Flávio respondeu com uma lista de medidas, entre elas redução de ministérios,
corte de cargos comissionados, revisão de normas e combate à corrupção, mas não 
quantificou o impacto dessas iniciativas.

“Eu vou fazer um governo enxuto, eu vou reduzir a quantidade de ministérios, eu 
vou cortar a burocracia, eu vou fazer [tesouraço](https://nordeste7.com.br/tesouraco-o-plano-de-flavio-bolsonaro-para-corte-de-gastos-e-impostos/)
nos impostos”, afirmou. Disse ainda que pretende revogar mais de mil atos normativos
no início do governo, nos casos em que isso puder ser feito por decreto.

Questionado sobre o patamar para o qual pretende levar a dívida, Flávio voltou a
citar cortes na máquina pública.

“Eu vou cortar ministérios, eu vou fazer um tesouraço inclusive nos cargos comissionados”,
disse. Na sequência, afirmou que também pretende reforçar mecanismos de combate 
à corrupção.

O candidato relacionou o desequilíbrio fiscal ao nível elevado dos juros e tentou
aproximar o tema da situação financeira das famílias, responsabilizando o atual 
governo do presidente Lula (PT).

Segundo ele, o aumento da dívida e dos gastos públicos pressiona a Selic e acaba
encarecendo financiamentos e dívidas particulares. “Quanto sobe a taxa de juro, 
a taxa de juro do seu financiamento, do seu endividamento cresce junto”, afirmou.

Flávio também disse que não pretende fazer o ajuste sobre o salário mínimo ou os
benefícios previdenciários.

“Não farei economia com quem ganha salário mínimo, não farei economia com aposentados”,
declarou. Segundo ele, os recursos viriam de cortes na burocracia, do combate a 
fraudes e da redução de despesas do governo.

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Na sabatina, o candidato ainda afirmou que uma melhora da confiança após uma eventual
vitória seria suficiente para contribuir para a queda dos juros.

“Só com o anúncio da eleição de Flávio Bolsonaro como presidente da República […]
a taxa de juros já vai cair na reunião seguinte do Copom”, disse.

Apesar das cobranças, Flávio não respondeu qual seria, em números, o ajuste fiscal
pretendido nem em quanto tempo espera estabilizar a dívida pública.

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