Mulher fica em estado crítico após usar ibuprofeno pós-parto

Poucos dias após o parto, Aleshia Rogers desenvolveu necrólise epidérmica tóxica.

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A norte-americana Aleshia Rogers foi internada em estado crítico poucos dias após o parto, após desenvolver uma rara síndrome que provocou a perda de 95% da pele do corpo. A reação ocorreu depois do uso de ibuprofeno para aliviar dores pós-parto, medicamento amplamente disponível sem prescrição. O caso foi registrado oficialmente pela Fundação da Síndrome de Stevens-Johnson (FSSJ), nos Estados Unidos, destacando os riscos de efeitos adversos graves mesmo de remédios de uso comum.

Segundo informações da Fundação da Síndrome de Stevens-Johnson (FSSJ), reconhecida nos EUA como referência em estudos sobre necrólise epidérmica tóxica (NET), a paciente Aleshia Rogers desenvolveu a condição após tomar ibuprofeno. A NET, também chamada de síndrome de Stevens-Johnson, caracteriza-se pela perda massiva da pele, afetando funções essenciais do corpo. A fundação confirmou que a situação se iniciou poucos dias após o parto, período em que mulheres podem recorrer a analgésicos comuns.

O ibuprofeno, medicamento anti-inflamatório não esteroidal, é vendido sem prescrição nos Estados Unidos e é amplamente usado para tratar dores pós-parto. Entretanto, a FSSJ alerta que, embora raro, o uso pode desencadear reações graves como a NET. Dessa forma, o acompanhamento médico próximo ao pós-parto é essencial para evitar complicações inesperadas.

A síndrome de Stevens-Johnson é considerada rara, mas potencialmente letal. Ela provoca necrólise epidérmica tóxica (NET), condição em que a pele e as mucosas se desprendem, comprometendo a proteção natural do corpo. Por outro lado, a rápida intervenção médica pode melhorar as chances de sobrevivência, sobretudo quando a doença é detectada nos primeiros sinais.

Além disso, a doença não está restrita a remédios vendidos sem receita, mas o ibuprofeno é apontado como um dos agentes desencadeantes mais comuns. Dessa forma, a conscientização sobre os sintomas iniciais, como erupções cutâneas e feridas, torna-se crucial para evitar complicações.

Enquanto isso, especialistas recomendam atenção ao uso de anti-inflamatórios após o parto. A FSSJ sugere acompanhamento médico rigoroso, especialmente nos primeiros dias, período de maior vulnerabilidade para reações adversas. Por outro lado, a literatura médica reforça que casos como o de Aleshia Rogers são raros, mas graves, exigindo protocolos de alerta.

Em seguida, hospitais e clínicas nos Estados Unidos têm reforçado a comunicação de riscos em pacientes que necessitam de medicamentos pós-parto. Já que a condição pode evoluir rapidamente, a informação e monitoramento são ferramentas essenciais para reduzir impactos severos.

O episódio envolvendo Aleshia Rogers destaca a importância de supervisão médica mesmo em medicamentos de venda livre. Além disso, reforça a necessidade de acompanhamento especializado no período pós-parto para evitar reações adversas graves. Dessa forma, a divulgação oficial da FSSJ serve como alerta a profissionais e pacientes sobre os riscos potenciais do ibuprofeno e outras drogas similares.

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