Um motorista de aplicativo de 34 anos foi preso em flagrante após quebrar uma urna eletrônica em uma escola do bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza, neste domingo, 26, durante o segundo turno das Eleições 2026. A companheira dele relatou que o homem teria se irritado com o atendimento na seção eleitoral.
Segundo a mulher, autônoma de 30 anos e grávida de quatro meses, o caso não teve motivação política. “Foi mais o constrangimento”, afirmou ao O POVO.
De acordo com o relato da companheira, o conflito começou quando o motorista foi ao colégio eleitoral para justificar o voto. Ele teria se irritado ao ser informado por uma mesária de que a organização das filas seria diferente da adotada no primeiro turno.
A tensão teria aumentado depois que a trabalhadora pediu a outra funcionária que preenchesse o formulário no lugar do homem. A companheira também afirmou que a mesária tratou a mulher de forma “grosseira” e gritou ao questionar seu direito de estar na fila prioritária, embora ela estivesse com o cordão de identificação de pessoa com mobilidade reduzida visível.
O homem quebrou o equipamento durante a discussão. Segundo a companheira, ele desceu as escadas da escola e se entregou espontaneamente à composição da Polícia Militar do Ceará que estava do lado de fora.
A Polícia Federal informou que, após ouvir o conduzido e as testemunhas, lavrou o auto de prisão em flagrante com base no artigo 339 do Código Eleitoral. O dispositivo prevê pena de dois a seis anos de reclusão, além de multa, para destruição, supressão ou ocultação de urna contendo votos ou documentos relativos à eleição.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Capturas. Estava prevista para esta segunda-feira, 26, uma audiência de custódia. Até a publicação da notícia, a decisão do procedimento judicial não havia sido divulgada.

