# Morte de chihuahua em pet shop de São Paulo é investigada

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- Published: 2026-11-05T04:36:38-03:00
- Author: Felip trends

A morte de Miyeon, uma chihuahua de dez meses e 1,3 quilo, durante um banho em um
pet shop nos Jardins, em São Paulo, é investigada pela Polícia Civil e está no centro
de uma ação cível. O caso ocorreu em 4 de novembro de 2025, enquanto a tutora, uma
advogada baiana, se preparava para comemorar a conquista da carteira da OAB.

Imagens de segurança, depoimentos e documentos médico-veterinários reunidos nos 
autos levantam questionamentos sobre o manejo da cadela e a assistência prestada
após ela perder os sentidos. O 78º Distrito Policial apura suspeitas de maus-tratos
a animais, omissão de socorro e tentativa de adulteração ou supressão de provas.

Segundo a descrição das gravações, o banhista teria dado tapas na cabeça do filhote
e permanecido por cerca de 20 segundos com o corpo da cadela na água depois que 
ela ficou inconsciente. O profissional afirmou em depoimento que Miyeon se agitou
e tentou mordê-lo, e que fez contenção física antes de ela ficar inerte.

O prontuário do hospital veterinário registra que a cadela chegou sem pulso, movimentos
respiratórios ou outros sinais vitais. O documento informa que, com base nos parâmetros
fisiológicos e na rigidez do corpo, a morte teria ocorrido pelo menos dez minutos
antes da chegada à clínica. A equipe tentou manobras de reanimação, sem sucesso.
A necrópsia identificou lesões no crânio.

## Imagens e disputa judicial

De acordo com o material analisado pelas autoridades, o profissional teria retirado
Miyeon da banheira e colocado a cadela no espaço onde estava um cachorro de grande
porte. As imagens também indicariam que ele não fez manobras de reanimação ou primeiros
socorros antes de transportá-la. A família afirma que houve contradições entre as
gravações e versões apresentadas por funcionários.

O inquérito relata dificuldades para obter todos os arquivos das câmeras. Após a
morte, os responsáveis pelo pet shop alegaram falhas no sistema de gravação e problemas
nos discos rígidos e não entregaram as mídias no mesmo dia. A apreensão das imagens
exigiu intervenção policial.

A família busca responsabilização criminal e civil e quer mobilizar a Prefeitura
de São Paulo e o Conselho Regional de Medicina Veterinária para avaliar a cassação
do alvará do estabelecimento. A tutora afirma que ainda não conseguiu assistir às
gravações e faz acompanhamento especializado em luto de animais. A família recusou
propostas de acordo privado e diz que qualquer indenização eventualmente fixada 
pela Justiça será destinada integralmente a instituições de proteção animal.
