O especialista em aviação, youtuber e empresário Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º/10), aos 59 anos. A família comunicou a morte nas redes sociais. Ele havia sido diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara e degenerativa.
Em um vídeo, a esposa de Lito, Mila Seidl, falou sobre a partida. “O grande comandante decidiu levá-lo para perto dele, para perto dos seus pais e do seu irmão Geraldo”, disse. Ela acrescentou que não sabia explicar a morte, mas afirmou que, ao olhar para a vida do marido, entendia que ele havia cumprido sua missão.
Lito recebeu acesso excepcional ao medicamento experimental ALN-6457, que chegou ao Brasil em 11 de setembro. A autorização foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e ele foi a primeira pessoa a usar a substância, testada anteriormente somente em animais. Ele também lutava contra um câncer de próstata em estágio inicial, diagnosticado no começo deste ano.
Trajetória na aviação
Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito, tinha mais de 36 anos de experiência no setor. Formado em manutenção de aeronaves, trabalhou em empresas da área, entre elas a United Airlines. Também era dono da Lito Academy.
No canal Aviões e Músicas, abordava temas como acidentes aéreos, turbulência, manutenção, segurança e funcionamento de aeronaves. O conteúdo também servia como fonte de informação em casos de grande repercussão, como o acidente que matou os Mamonas Assassinas, a tragédia da Chapecoense e a morte de Marília Mendonça.
Lito era casado com Mila Seidl. Além da esposa, deixa o filho Malone, de 7 anos.
Sobre a doença
A doença de Creutzfeldt-Jakob integra o grupo das doenças priônicas e pode causar rápida deterioração das habilidades psicomotoras. A condição é associada aos príons, agentes infecciosos formados por proteínas. Segundo as informações divulgadas, cerca de 90% das pessoas acometidas morrem em até um ano.
No Brasil, a doença é de notificação compulsória desde 2005. Entre aquele ano e 2021, foram registradas 1.576 notificações de casos suspeitos, com maior frequência entre pessoas de 55 a 74 anos.
