# Modelo estima em 18% a chance de Lula virar o segundo turno

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- Published: 2026-10-25T18:45:39-03:00
- Author: Felip trends

Um modelo estatístico baseado em disputas para governador estima em 18% a chance
de Lula vencer o segundo turno de 2026, considerando o apoio de Augusto Cury, Ronaldo
Caiado e Romeu Zema a Flávio Bolsonaro. Sem esses apoios declarados, a estimativa
subiria para 29%; se os três apoiassem Lula, chegaria a 44%.

A análise de Marcelo Lyra Filho, economista e autor de O Generalista, afirma que
Flávio chega ao dia 25 como favorito. O texto avalia que reduzir a abstenção em 
cidades vencidas por Lula teria efeito limitado e aponta a conquista de eleitores
de outros candidatos, especialmente do centro, como caminho para uma possível virada.

## Abstenção e transferência de votos

O levantamento considera 454 segundos turnos para governador e prefeito realizados
desde 1994. Em 74% deles, venceu quem havia terminado o primeiro turno na liderança.
A vantagem inicial, porém, importa: quando supera 15 pontos, o líder quase sempre
vence; com diferença menor, a disputa fica mais aberta.

Segundo os números apresentados, dos 32,9 milhões de eleitores que não votaram no
Brasil, 19,3 milhões vivem em cidades vencidas por Flávio e 13,6 milhões em municípios
onde Lula venceu. No exercício descrito pelo autor, uma queda de um ponto percentual
na abstenção nas 2.663 cidades vencidas por Lula reduziria em 164 mil votos a diferença
entre os candidatos. Para zerá-la apenas nessas cidades, a abstenção teria de cair
quase 14%.

Os candidatos eliminados citados somaram 7,6% dos votos: Cury teve 2,9%, Renan Santos,
2,2%, Caiado, 2,2%, e Zema, 0,3%. Cury, Caiado e Zema declararam apoio a Flávio;
nenhum dos eliminados apoiou Lula, conforme a análise.

O modelo usa quatro variáveis: votos do líder, vantagem sobre o segundo colocado,
abstenção e saldo de apoios. A conclusão do autor é que a abstenção pouco altera
o resultado e que um aceno ao eleitor de centro poderia ser decisivo para Lula.
