Minas Gerais e Amazonas votaram no vencedor da eleição presidencial em todas as disputas desde 1989, segundo o levantamento apresentado na matéria. Em 2026, os dois estados deram maioria a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente após uma virada histórica no segundo turno.
Na votação nacional, Lula obteve 51,8% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 48,2%. Minas e Amazonas são chamados de estados-pêndulo por não apresentarem uma preferência política definida ao longo do tempo.
O padrão aparece desde a primeira eleição presidencial após a redemocratização. Em 1989, os eleitores dos dois estados escolheram Fernando Collor de Mello (PRN), que venceu Lula nas urnas nacionais. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também recebeu a maioria nos dois locais.
Em 2002 e 2006, Lula venceu nos estados. Dilma Rousseff (PT) repetiu o resultado em 2010 e 2014. Já em 2018, Minas Gerais e Amazonas deram maioria a Jair Bolsonaro, então candidato pelo PSL, e, em 2022, os dois estados votaram em Lula.
Em 2018, a disputa foi mais apertada no Amazonas: Bolsonaro teve 50,27% dos votos válidos, ante 49,73% de Fernando Haddad (PT). Em Minas Gerais, Bolsonaro venceu por 58,19% a 41,81%.

