Um caso de extrema violência abalou Guarulhos, na Grande São Paulo. Uma criança de apenas 4 anos foi localizada sem vida dentro da residência da família, após denúncias e contradições apresentadas ao Conselho Tutelar. O corpo foi enterrado e concretado na casa.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o crime foi descoberto depois que familiares procuraram ajuda relatando agressões contra os filhos. A Polícia Civil confirmou que os responsáveis foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Contradições no Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar recebeu denúncias de violência doméstica e buscou esclarecer o paradeiro da criança. Inicialmente, os responsáveis afirmaram que ela estaria com a mãe, mas a versão não fazia sentido, já que a própria mãe havia pedido ajuda para encontrá-la.
Após horas de contradições, um dos envolvidos confessou informalmente que, se relatasse o ocorrido, sairia “algemado”. A revelação levou à descoberta do corpo dentro da própria residência.
Dinâmica do crime
De acordo com os relatos, no dia 15 de setembro, a criança teria passado a tarde em casa e foi encontrada sem sinais vitais no sofá. A versão apresentada indicou que houve uma discussão porque a menina teria feito xixi na cama.
No depoimento formal, foi confirmado que o corpo foi esquartejado e enterrado em um buraco na varanda interna da casa, posteriormente fechado com concreto. A perícia ainda analisa se fragmentos podem estar espalhados por outros cômodos.
Versões divergentes
Um dos responsáveis alegou que a criança ainda respirava quando foi encontrada e que não participou do esquartejamento. Admitiu, entretanto, ter ajudado a enterrar o corpo.
A Polícia Civil registrou que ambos apresentaram versões diferentes, mas as contradições reforçaram a suspeita de ocultação de cadáver.
Histórico de violência
Documentos oficiais apontam que já havia registros anteriores de maus-tratos e agressões contra familiares. O histórico foi considerado relevante para a investigação.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva dos envolvidos em 28 de novembro, sem prazo definido para encerramento.
Repercussão e investigação
O caso gerou grande repercussão em Guarulhos e em todo o estado. Autoridades destacaram a importância das denúncias feitas por familiares e vizinhos para evitar tragédias semelhantes.
A investigação segue em andamento, com análise da perícia e acompanhamento do Ministério Público.
