# Menina de 1 ano morre no Ceará após infecção pela ameba “comedora de cérebro”

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- Published: 2024-12-09T12:22:30-03:00
- Author: Nordeste7

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) está investigando um **caso raro e grave**:
a morte de uma menina de 1 ano e 3 meses, em outubro, no município de Caucaia. A
suspeita é que a criança tenha sido infectada pela _Naegleria fowleri_, conhecida
como a **“ameba comedora de cérebro”**, ao tomar banho em um reservatório de água
que abastecia sua residência.

O Secretário Executivo de Vigilância em Saúde, revelou ao portal _Metrópoles_ que
a infecção foi identificada durante a necropsia. A presença da ameba confirmou a
causa da morte, que surpreendeu pela evolução rápida e letal da doença.

#### **Sintomas evoluíram rapidamente**

A menina apresentou os primeiros sintomas com febre alta, inicialmente parecidos
com viroses comuns, como amigdalite ou laringite. Segundo Lima, o quadro evoluiu
para vômitos e, em poucos dias, para rigidez na nuca, sinal de complicações neurológicas.

“Essa infecção é tão rara quanto letal, porque não é comum suspeitar dela. A ameba
entra pelo nariz, segue pelo nervo olfatório e atinge o cérebro”, explicou o secretário.

#### **Investigação no local da infecção**

Equipes da Vigilância Sanitária e outras autoridades visitaram a casa da criança
para analisar a água do reservatório. A suspeita é que a **ameba prosperava na água
quente** do local, condição ideal para sua proliferação.

Esse protozoário é conhecido por causar meningoencefalite amebiana primária (MAP),
uma inflamação que atinge o cérebro e progride de forma acelerada. Os sintomas incluem
dores intensas, rigidez na nuca e vômitos, levando à morte em poucos dias.

#### **Sobre a Naegleria fowleri**

A _Naegleria fowleri_ vive em **águas doces e mornas** com temperaturas entre 40
ºC e 46 ºC, como lagos e lagoas. Ela não sobrevive em água salgada e não é transmissível
por via oral, sendo necessária a entrada pelo nariz para alcançar o cérebro.

Embora rara, essa infecção é extremamente grave, com uma taxa de letalidade muito
alta. Casos como este reforçam a necessidade de vigilância em fontes de água expostas
a temperaturas elevadas, especialmente em regiões tropicais.
