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María Corina Machado diz que repressão chavista continua ativa na Venezuela

A opositora cobra a libertação de presos políticos e defende eleições presidenciais em 2027. Delcy Rodríguez prometeu reformas, mas não fixou data para o pleito.

María Corina Machado diz que repressão chavista continua ativa na Venezuela

María Corina Machado afirmou nesta quinta-feira (29), em Caracas, que a estrutura de perseguição do chavismo continua ativa na Venezuela. Na primeira coletiva após retornar ao país, a líder opositora contestou promessas de reformas judiciais e novas eleições feitas pela líder interina Delcy Rodríguez.

Machado disse que integrantes da cúpula chavista ainda ocupam cargos estratégicos e que o grupo responsável por prisões e torturas permanece no controle de instituições do Estado. Para ela, essa situação alimenta insegurança e medo de retaliação. O desmonte do aparato de repressão e a libertação de presos políticos estão entre as metas urgentes da transição.

Rodríguez prometeu novas eleições, renovação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e o fim de prisões arbitrárias. Também defendeu a reconstrução da confiança nas instituições e na Justiça, com fiscalização internacional. A líder interina, porém, não informou uma data para o pleito, o que gerou ceticismo entre movimentos de oposição.

Machado defende que a eleição presidencial ocorra em 2027. A proposta de transição apoiada pelo governo americano, detalhada pelo secretário de Estado Marco Rubio, prevê três etapas: estabilização política, recuperação da economia e transição democrática plena.

A opositora também cobra a renovação do Tribunal Supremo de Justiça e a criação de uma comissão da verdade com especialistas independentes para investigar crimes contra os direitos humanos e garantir reparação às vítimas.

Após a operação militar de 3 de janeiro que capturou Nicolás Maduro e Cilia Flores, Machado agradeceu a Donald Trump e Rubio pela ação. Ela afirmou que a operação abriu caminho para a recuperação das liberdades.

Sem relatar contatos diretos recentes com Rodríguez ou com Washington, disse apoiar negociações conduzidas pela Assembleia Nacional de 2015 e planejar viagens pelo país para reorganizar a oposição e ampliar o registro eleitoral de venezuelanos no exterior.