Em Boipeba, no litoral sul da Bahia, a maré baixa expõe recifes, lagoas rasas e cristalinas que desaparecem poucas horas depois. A paisagem muda duas vezes por dia, e a tábua de marés ajuda a planejar os passeios pela ilha.
As piscinas naturais mais conhecidas ficam em Moreré, a cerca de 1 km da areia, em mar aberto. O acesso é feito de barco; nas águas transparentes, peixes coloridos e estrelas-do-mar podem ser vistos entre os corais.
As fases de lua nova e lua cheia são as mais indicadas para explorar as formações. Nesses períodos, aumenta a diferença entre maré alta e baixa, e o oceano recua mais. Em outras fases, as piscinas podem aparecer menores e ficar acessíveis por menos tempo.
Praias além de Moreré
A Praia de Bainema recebe menos visitantes e também tem recifes que formam piscinas de água morna na maré baixa. No extremo da ilha, a Ponta dos Castelhanos reúne coqueiral, recifes e bancos de areia expostos quando o mar recua.
Depois de Castelhanos, a Praia das Amendoeiras tem trechos praticamente desertos, com poças entre os corais. Próximo a Velha Boipeba, é possível caminhar pela areia até Tassimirim e Cueira, onde há mar tranquilo, sombra de coqueiros e acesso às formações coralíneas sem embarcação.
A APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba foi criada em 1992 para preservar o ecossistema. Sem carros e sem infraestrutura pesada, a ilha abriga quatro comunidades: Velha Boipeba, Moreré, Monte Alegre e São Sebastião.

