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Maior queda do Brasil tem 450 metros de altura e fica em Cachoeira do Sul

O Brasil passa a ter uma nova referência em seu mapa de quedas-d’água. Mapeamentos recentes realizados na região de Maquiné, na Serra do Mar do Rio Grande do Sul, identificaram a Cachoeira Porã, com 450 metros de altura. A medição coloca o estado no topo…

O Brasil passa a ter uma nova referência em seu mapa de quedas-d’água. Mapeamentos recentes realizados na região de Maquiné, na Serra do Mar do Rio Grande do Sul, identificaram a Cachoeira Porã, com 450 metros de altura. A medição coloca o estado no topo do ranking nacional e a queda empata, em termos de altura, com a Cachoeira da Neblina, no Rio de Janeiro, até então apontada como a maior do país.

Com essa dimensão, a Cachoeira Porã supera estruturas conhecidas mundialmente. Seus 450 metros são superiores à altura da Torre Eiffel, em Paris, com 300 metros, e também ao Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, que tem 396 metros. A ausência em levantamentos turísticos e mapas comerciais se explica pela localização remota e pelas restrições de acesso à área.

Guardiões da floresta e acesso restrito

A cachoeira está situada dentro da Terra Indígena Guarani Barra do Ouro, área protegida por legislação federal. O território tem acesso controlado e não permite exploração turística convencional. Para os povos indígenas, a região possui valor cultural e espiritual, o que contribuiu para a preservação da vegetação nativa e do entorno da queda d’água.

Do ponto de vista geográfico, a estrutura da Porã combina dois tipos de formação. O início ocorre em queda livre, com a água perdendo contato direto com a rocha, seguido por um trecho em cascata, onde o fluxo atinge degraus rochosos e gera grande volume de respingos. O acesso é considerado de nível extremo, exigindo técnicas de rapel, planejamento de expedição e equipamentos especializados, mesmo para fins de registro científico.

Diante dessas características, a Cachoeira Porã passa a ser tratada principalmente como um marco geográfico. A inexistência de trilhas abertas, somada às restrições legais e às condições do terreno, mantém o local fora do circuito turístico e reforça seu papel como área de preservação ambiental no Rio Grande do Sul.