# Mãe é condenada à prisão perpétua por vender filha de 6 anos

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- Published: 2025-11-11T22:29:35-03:00
- Author: Nordeste7

Um tribunal da África do Sul condenou Racquel Smith à **prisão perpétua** por **
sequestrar e vender sua filha de seis anos**, Joshlin Smith. A menina desapareceu
em fevereiro de 2024, na cidade costeira de Saldanha Bay, e até hoje não foi localizada.
A mãe e outros dois envolvidos — seu namorado e um amigo — também receberam 10 anos
adicionais por **sequestro**, conforme decisão do juiz Nathan Erasmus.

## Venda da criança por R$ 6 mil chocou o país

Segundo os autos do processo, Racquel Smith teria vendido a filha por cerca de **
US$ 1.100 (R$ 6.250)** a um curandeiro, que estaria interessado nos olhos e na pele
clara da criança. Inicialmente, a mãe foi tratada como vítima, e uma ampla operação
de busca foi organizada em todo o país. Entretanto, a investigação revelou sua participação
direta no desaparecimento da filha.

## Tráfico de crianças ainda é realidade global

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), **cerca
de 28% das vítimas de tráfico humano no mundo são crianças**, sendo a maioria meninas.
Na África do Sul, o Departamento de Estatísticas (Stats SA) aponta que os casos 
de tráfico infantil aumentaram 12% entre 2022 e 2024. O país é considerado rota 
de tráfico por sua posição geográfica estratégica e fragilidade nos sistemas de 
[proteção infantil](https://nordeste7.com.br/mae-e-presa-apos-abandonar-filho-de-1-ano-para-visitar-homem-conhecido-em-app-de-namoro/).

No Brasil, dados do Ministério Público Federal (MPF) indicam que, entre 2017 e 2023,
foram registradas mais de 2.000 denúncias de tráfico de pessoas, sendo 40% envolvendo
menores de idade. O Disque 100, canal do Ministério dos [Direitos Humanos](https://nordeste7.com.br/entidades-de-direitos-humanos-sao-acusadas-de-cumplicidade-com-acoes-do-hamas/),
é uma das principais ferramentas de denúncia.

## Comunidade mobilizada e buscas continuam

Mesmo após a condenação, a menina Joshlin Smith segue desaparecida. As autoridades
sul-africanas ampliaram as buscas para além das fronteiras do país, com apoio de
organizações internacionais. A comunidade local, que inicialmente apoiou Racquel,
expressou indignação com a reviravolta no caso.

Além disso, ONGs como a Missing Children South Africa reforçaram campanhas de conscientização
sobre o tráfico de menores, alertando para sinais de aliciamento e incentivando 
denúncias anônimas.

## Condenação reforça debate sobre proteção infantil

O caso reacendeu o debate sobre a eficácia das políticas públicas de proteção à 
infância. Especialistas em [direitos humanos](https://nordeste7.com.br/entidades-de-direitos-humanos-sao-acusadas-de-cumplicidade-com-acoes-do-hamas/)
defendem o fortalecimento de redes de apoio familiar, educação comunitária e maior
investimento em tecnologia para rastreamento de desaparecidos.

No Brasil, o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (SINALID),
coordenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), é uma das iniciativas
voltadas à busca de crianças desaparecidas. Entretanto, segundo relatório do Fórum
Brasileiro de [Segurança Pública](https://nordeste7.com.br/ele-so-saiu-para-roubar-como-sempre-e-o-mataram-diz-mae-de-assaltante-morto-durante-assalto/),
ainda há falhas na integração entre estados e órgãos federais.
