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Lula volta a criticar Bolsonaro e o chama de frouxo, sem citar nomes

O presidente também rejeitou pedidos de anistia antes de qualquer condenação.

Lula volta a criticar Bolsonaro e o chama de frouxo, sem citar nomes — Política. O presidente também rejeitou pedido
O presidente também rejeitou pedidos de anistia antes de qualquer condenação.

Durante o lançamento do Plano Safra Empresarial 2025/2026, nesta terça-feira (1º), no Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva“>Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas indiretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu diante de uma plateia formada por empresários do setor do agronegócio.

Sem citar nomes, Lula comentou sobre campanhas de arrecadação por Pix e rejeitou pedidos de anistia. O discurso foi marcado por declarações que remetem a ações recentes do ex-presidente e de seus apoiadores.

Declarações sobre Pix e recusa a anistia

O presidente afirmou que não pretende solicitar transferências financeiras a apoiadores. “Nunca vou pedir para vocês fazerem um Pix para mim… Nunca… Guarda o seu dinheiro para pagar os seus funcionários, eu não quero Pix. E jamais vou pedir anistia antes de ser condenado”, disse.

A fala ocorre em meio a arrecadações públicas promovidas por Jair Bolsonaro, que já teria recolhido, segundo Lula, R$ 17 milhões via Pix. O recurso, de acordo com declarações atribuídas a aliados, estaria sendo usado para pagar advogados, multas do Supremo Tribunal Federal (STF) e para sustentar seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Referência à tentativa de anistia e críticas à postura de adversários

Ainda durante o evento, Lula afirmou: “Quem é frouxo não deveria fazer bobagem, quem não tem coragem não deveria fazer bobagem, quem não mede o erro das consequências não deveria fazer bobagem. Este País está precisando de um pouco de seriedade”.

A crítica ocorreu dois dias após a manifestação organizada por Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo. Com público estimado em 12,4 mil pessoas, o evento apresentou o menor número de participantes entre os atos recentes liderados pelo ex-presidente.

Na ocasião, os manifestantes pediram anistia aos presos do dia 8 de janeiro. Bolsonaro discursou solicitando “justiça já”. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também esteve presente e defendeu “anistia” e “pacificação”. Ele incentivou o público a entoar gritos de “fora, PT”.

Contexto político e cenário para 2026

Tarcísio de Freitas é um dos nomes apontados como possível representante da direita para as eleições presidenciais de 2026. Jair Bolsonaro está inelegível até 2030. Até o momento, o ex-presidente não indicou um eventual sucessor para a disputa.