# Lula diz que não está preocupado com dívida pública: ‘Quero crescimento’

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- Published: 2026-08-28T00:19:07-03:00
- Author: Felip trends

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (27) que 
a trajetória da [dívida](https://nordeste7.com.br/divida-com-mais-de-5-anos-some-do-serasa-automaticamente-especialistas-explicam-o-que-pouca-gente-sabe-sobre-prescricao-e-o-que-ainda-pode-acontecer/)
[pública](https://nordeste7.com.br/um-ex-bbb-que-tambem-e-medico-recebeu-censura-publica-do-conselho-federal-de-medicina-por-infracoes-eticas-e-a-punicao-saiu-no-diario-oficial/)
não é hoje sua principal preocupação e defendeu que o [crescimento](https://nordeste7.com.br/citizens-reitera-avaliacao-das-acoes-da-crowdstrike-com-forte-crescimento-de-produtos-93ch-2050743/)
econômico será central para melhorar a situação fiscal do país em um eventual novo
mandato.

Durante entrevista à _TV Globo_, Lula foi questionado sobre a necessidade de ajustes
nas contas públicas a partir de 2027 e sobre declarações recentes do ministro da
Fazenda, Dario Durigan, a respeito da contenção de despesas obrigatórias.

Ao responder, o presidente evitou indicar quais gastos poderia reduzir caso seja
reeleito. Disse que sua prioridade será manter a economia em expansão.

“O meu estabelecimento é fazer esse país crescer”, afirmou.

Lula argumentou que uma economia maior ajuda a reduzir o peso da dívida em relação
ao Produto Interno Bruto (PIB) e citou os resultados de crescimento registrados 
desde 2023. Também comparou o endividamento brasileiro com o de economias como Estados
Unidos, Japão e Itália.

“A mim não preocupa a dívida”, disse.

O presidente atribuiu parte da pressão sobre o endividamento ao nível dos juros 
e voltou a criticar a política monetária conduzida durante parte de seu atual mandato.

Lula também reivindicou para seus governos um histórico de responsabilidade fiscal.
Recordou os superávits primários obtidos em seus dois primeiros mandatos e afirmou
que recebeu o país em 2023 com uma situação fiscal mais deteriorada.

“Eu deixei esse país crescendo 7,5%. E quando eu voltei ele estava crescendo 1%”,
afirmou o presidente, relembrando que quando assumiu o governo, após o mandato de
Jair Bolsonaro pegou o país com R$ 94 bilhões de dívida.

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A declaração ocorre em meio ao debate sobre as contas do próximo governo. Durigan
tem defendido a necessidade de controlar o avanço de despesas obrigatórias, enquanto
o Orçamento de 2027 está sendo preparado com meta de superávit primário.

“Eu herdei esse governo em janeiro de 2023 com um taxa fiscal de 2,8%. Você sabe
o que vai ser o orçamento desse ano? Superar o primário de 0,2%. Portanto, se tem
alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”.

Ao ser pressionado sobre quais despesas poderiam ser revistas, Lula voltou a destacar
o crescimento econômico, sem assumir compromisso específico de corte.

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O presidente também citou a situação encontrada em seu primeiro mandato, em 2003,
e relembrou o pagamento antecipado da dívida com o Fundo Monetário Internacional(
FMI) como exemplo de sua condução econômica.

“Se tem uma coisa que baliza a minha vida, chama-se responsabilidade fiscal”, afirmou.

A discussão fiscal deve ocupar espaço relevante na campanha. A dívida bruta brasileira
está próxima de 82% do PIB, e economistas apontam que sua estabilização exigirá 
melhora persistente do resultado primário nos próximos anos.

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