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Lula deve manter vídeos espontâneos nas redes após campanha

José Benedito da Silva avalia que Lula deve recorrer com mais frequência a vídeos informais; Rafael Fonteles o incentivou a gravar com o celular.

Lula deve manter vídeos espontâneos nas redes após campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve continuar usando vídeos mais espontâneos e informais nas redes sociais, após incorporar esse formato durante a campanha eleitoral. A avaliação é do editor de Política de VEJA, José Benedito da Silva, em conversa com a apresentadora Marcela Rahal, no programa VEJA em Foco.

Segundo o jornalista, a mudança ganhou força depois do primeiro turno, quando a equipe petista precisou reagir à vantagem de Flávio Bolsonaro nas urnas. “Aprendeu na marra e agora me parece que o Lula vai usar isso aí com alguma frequência”, avaliou.

Um exemplo citado por José Benedito foi um vídeo publicado por Lula no domingo, 1º de novembro. Na gravação, o presidente apareceu em um ambiente externo, de camiseta, falando diretamente com os eleitores, em contraste com produções mais elaboradas que costumam ser publicadas em seus perfis.

O editor afirmou que a mudança busca aproximar Lula do público e reduzir a distância associada a uma comunicação excessivamente produzida. A estratégia, segundo ele, também pretende ampliar o alcance das mensagens presidenciais e gerar repercussão nas plataformas digitais.

José Benedito lembrou ainda que o governador do Piauí, Rafael Fonteles, incentivou Lula a usar o celular para gravar vídeos mais naturais. De acordo com o jornalista, Fonteles tinha experiência com redes sociais e ajudou a apresentar ao presidente outra forma de se comunicar com o eleitorado.

Na avaliação do editor, a experiência da campanha mostrou a Lula a importância de falar diretamente com o público, sem depender apenas de pronunciamentos tradicionais e gravações cuidadosamente produzidas. Por isso, ele considera que o formato deve permanecer na rotina política do presidente.