Pular para o conteúdo
Mundo

Lula defende inteligência artificial brasileira para reduzir dependência de EUA e China

Lula defendeu uma inteligência artificial brasileira e o controle nacional da exploração de minerais críticos, com participação estrangeira condicionada à transferência de tecnologia.

Lula defende inteligência artificial brasileira para reduzir dependência de EUA e China

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira, 25, que o Brasil desenvolva uma inteligência artificial própria e tenha seu data center. Segundo ele, a iniciativa evitaria que o país fique dependente da disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.

“Nós temos que ter o nosso data center. Porque eu não quero ficar brigando entre a China e os Estados Unidos para saber qual é a inteligência artificial. Quero uma nossa”, disse Lula durante evento promovido pelos grupos Esfera Brasil e Prerrogativas, em São Paulo, que reuniu grandes empresários.

O presidente afirmou que o país tem condições de competir com as duas potências e associou essa possibilidade a investimentos em educação. “Eu estou achando que nós temos competência de disputar com os americanos e chineses. É só a gente querer. Nós vamos apostar em muito investimento em educação”, declarou.

Minerais críticos

A defesa de uma tecnologia nacional foi apresentada em meio a uma discussão sobre o aproveitamento de recursos minerais brasileiros, incluindo terras raras e minerais críticos, que despertam interesse de outros países.

Lula afirmou que esses recursos podem representar uma oportunidade para o futuro do país e defendeu que sejam extraídos, transformados, industrializados e vendidos no Brasil, de acordo com o interesse nacional.

O presidente não descartou a participação de empresas estrangeiras no setor, mas defendeu que a exploração ocorra sob controle brasileiro e com transferência de conhecimento tecnológico. “Eu quero que venha empresa estrangeira? Eu quero, mas tem que vir para trabalhar sob o nosso comando, porque nós queremos ter conhecimento tecnológico”, disse. Sem isso, afirmou, o Brasil pode “virar mero exportador outra vez”.