O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York, para criticar a atuação do organismo diante dos conflitos internacionais e defender a soberania brasileira. No décimo pronunciamento como presidente, afirmou que este é o momento mais crítico da ONU desde 2003.
Lula disse que a entidade falha em sua missão de livrar a humanidade da guerra e criticou o que chamou de “imobilismo” do Conselho de Segurança. Segundo ele, 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. O presidente também classificou como dramas humanitários as guerras em Gaza e entre Rússia e Ucrânia.
Recados aos Estados Unidos
Sem citar Donald Trump nominalmente, Lula afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e defendeu a cooperação entre os países da América Latina e do Caribe. Também rejeitou a necessidade de porta-aviões nas águas brasileiras e pediu colaboração para combater o fluxo de armas, dinheiro e a lavagem de recursos ligados ao crime organizado.
O presidente ainda afirmou que os minerais críticos e as terras raras do Brasil devem ser explorados com geração de valor no território nacional, transferência de tecnologia e abastecimento de setores estratégicos.
Tom de campanha
Ao abordar temas nacionais, Lula criticou as bets, defendeu o Pix como infraestrutura pública e gratuita e citou o fim da escala 6×1. Também mencionou a participação das mulheres no mercado de trabalho e o combate ao feminicídio.
Na parte final, declarou que a eleição de 4 de outubro colocará os brasileiros diante da escolha entre democracia e negacionismo. O presidente afirmou que o pleito será transparente e competitivo e disse que o Brasil continuará soberano.
