Lula assina lei que dá 20 dias de folga para pais trabalhadores da CLT e pais sem carteira assinada

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Mudanças nas regras trabalhistas voltaram ao centro do debate após uma decisão recente do governo federal. A proposta trata de um tema importante para milhões de famílias e pode alterar a rotina de pais em todo o país.

Além de ampliar um direito já existente, a medida também busca corrigir uma diferença antiga entre trabalhadores formais e informais. O objetivo é garantir mais equilíbrio e proteção em um momento considerado essencial para a família.

Nova lei amplia licença-paternidade para até 20 dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que aumenta o período de afastamento dos pais após o nascimento ou adoção de um filho.

Hoje, a licença-paternidade é de apenas cinco dias. Com a mudança, esse prazo será ampliado de forma gradual até chegar a 20 dias.

A implementação não acontece de uma vez só. O cronograma definido prevê:

  • 10 dias de licença a partir de 2027
  • 15 dias em 2028
  • 20 dias em 2029

Até o início de 2027, continua valendo a regra atual.

Trabalhadores sem carteira também passam a ter direito

Uma das principais novidades da lei é a inclusão de quem não tem emprego formal. Antes, esses trabalhadores não tinham garantia de renda ao se afastar.

Agora, passam a ter acesso ao chamado salário-paternidade, pago pelo INSS.

Esse benefício atende:

  • Microempreendedores individuais
  • Trabalhadores autônomos
  • Empregados domésticos
  • Trabalhadores avulsos
  • Segurados especiais

Na prática, isso significa que mesmo sem carteira assinada, o pai poderá se afastar por alguns dias sem ficar totalmente sem renda.

Como funciona o pagamento durante o afastamento

O funcionamento do benefício muda de acordo com o tipo de trabalho.

Para quem tem carteira assinada

  • O pagamento continua sendo feito pela empresa
  • Depois, o valor pode ser compensado com a Previdência

Para quem é autônomo ou MEI

  • O valor será pago diretamente pelo INSS
  • É necessário solicitar o benefício

O cálculo do pagamento segue a renda do trabalhador. No caso de quem contribui com base no salário mínimo, o valor tende a acompanhar esse piso. Já quem contribui com valores maiores pode receber proporcionalmente mais.

Um ponto importante é que não há exigência de tempo mínimo de contribuição. Basta estar com a situação regular no momento do nascimento ou adoção.

O que muda na prática para os pais

A nova regra amplia a participação dos pais nos primeiros dias de vida da criança, período considerado essencial para o desenvolvimento e adaptação da família.

Antes da mudança, muitos trabalhadores informais precisavam continuar trabalhando mesmo nesse momento, por falta de renda. Agora, passam a ter uma proteção semelhante à dos empregados com carteira assinada.

Especialistas apontam que a medida também reforça o reconhecimento da paternidade como um direito social importante, não apenas uma formalidade trabalhista.

Além disso, a ampliação gradual foi pensada para permitir que empresas e o próprio sistema previdenciário se adaptem sem impactos bruscos.

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