# Lula afirma que irá “vencer” o mercado financeiro: “Eles falam bobagens todos os dias”

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- Published: 2024-11-11T14:52:34-03:00
- Author: Nordeste7

Em uma entrevista veiculada na noite de domingo (10), o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva](https://nordeste7.com.br/6x1-governo-federal-monitora-proposta-de-mudanca-na-escala-de-trabalho-e-debate-sobre-flexibilidade/)(
PT) criticou fortemente a pressão do [mercado financeiro](https://nordeste7.com.br/avaliacao-negativa-do-governo-lula-atinge-88-entre-profissionais-do-mercado-financeiro/)
por um [ajuste fiscal](https://nordeste7.com.br/governo-lula-discute-tributacao-de-super-ricos-como-parte-de-pacote-de-ajuste-fiscal/)
no Brasil, defendendo que a principal prioridade do governo deve ser o **crescimento
econômico** aliado à distribuição de renda. Segundo o presidente, a abordagem de
priorizar o [ajuste fiscal](https://nordeste7.com.br/governo-lula-discute-tributacao-de-super-ricos-como-parte-de-pacote-de-ajuste-fiscal/)
em detrimento de políticas de inclusão social é equivocada. “Eu vejo o mercado [
financeiro] falar bobagem todo dia, não acredite nisso, eu já venci eles e vou vencer
outra vez”, disse Lula, desafiando as expectativas do setor.

### A Pressão do Mercado e a Visão de Lula

Lula reiterou que não irá ceder à pressão do [mercado financeiro](https://nordeste7.com.br/avaliacao-negativa-do-governo-lula-atinge-88-entre-profissionais-do-mercado-financeiro/)
por um ajuste fiscal severo, destacando que o governo deve buscar alternativas que
priorizem o crescimento econômico sustentável e a melhoria das condições de vida
da população. Em sua fala, o presidente deixou claro que não é favorável a uma política
de austeridade que, na visão de muitos, poderia prejudicar a classe trabalhadora.

A crítica ao mercado financeiro ocorre em um momento de intensas discussões sobre
o pacote de revisão de gastos elaborado pela equipe econômica do governo, que ainda
precisa ser aprovado pelo Palácio do Planalto. Para Lula, essa revisão não deve 
ocorrer à custa de cortes nas áreas sociais, mas sim de ajustes estratégicos.

### A Revisão de Gastos e a Responsabilidade dos Outros Poderes

O presidente também fez questão de lembrar que o governo não está sozinho nessa 
tarefa de ajustar as [contas públicas](https://nordeste7.com.br/fim-do-abono-salarial-proposta-de-haddad-pode-afetar-milhoes-de-trabalhadores-ate-2035/).
Lula mencionou que o **[Congresso Nacional](https://nordeste7.com.br/bolsonaro-e-o-senado-projecoes-indicam-dominio-do-bolsonarismo-na-eleicao-de-2026/)**
e o **Judiciário** precisam colaborar nesse processo, cortando excessos em seus 
próprios orçamentos. Como exemplo, ele citou as emendas parlamentares, recursos 
disponibilizados para que senadores e deputados atendam a demandas de suas bases
eleitorais.

Lula enfatizou que uma parte significativa do gasto público, como o direcionado 
a essas emendas, poderia ser mais bem gerida. Para ele, todos os poderes devem contribuir
para o ajuste fiscal, sem excluir a possibilidade de rever gastos em outras áreas.

### O Legado de Bolsonaro e a Gestão Fiscal

O presidente também fez críticas à gestão fiscal do ex-presidente [Jair Bolsonaro](https://nordeste7.com.br/levantamento-aponta-vitoria-de-bolsonaro-sobre-lula-ja-no-primeiro-turno-segundo-parana-pesquisas/),
sugerindo que o atual quadro fiscal do Brasil é consequência de decisões financeiras
tomadas durante a administração anterior. “Aproximadamente R$ 300 bilhões foram 
gastos para sustentar a antiga administração”, disse Lula, ressaltando que o governo
Bolsonaro teve uma postura fiscal que resultou em grandes despesas sem um equilíbrio
nas [contas públicas](https://nordeste7.com.br/fim-do-abono-salarial-proposta-de-haddad-pode-afetar-milhoes-de-trabalhadores-ate-2035/).

Essa avaliação do legado fiscal de Bolsonaro reforça a ideia de que o Brasil enfrenta
dificuldades financeiras devido a escolhas feitas no passado, as quais agora necessitam
de ajustes para garantir um futuro mais estável para o país.

### A Prioridade para o Crescimento Econômico

Para Lula, o foco não pode ser apenas no ajuste fiscal, mas em políticas que promovam
o crescimento econômico de forma inclusiva. Ele se opôs à ideia de que o Brasil 
precisa seguir uma agenda de cortes sem considerar os impactos sociais, especialmente
para a população mais vulnerável.

O presidente segue defendendo que o país deve investir em áreas essenciais, como
educação e saúde, para garantir que o desenvolvimento econômico beneficie a todos
e não apenas uma pequena parcela da população. Sua visão é de que, por meio de um**
crescimento econômico equilibrado**, o Brasil pode superar os desafios fiscais e
sociais atuais.
