A Polícia Militar do Ceará”>Polícia Militar do Ceará prendeu Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como “El Cid”, nesta quarta-feira (04/02), na cidade de Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza. O detido é apontado pela Polícia Federal como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mentor de planos para sequestrar o senador Sergio Moro e outras autoridades em 2023.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), anunciou a captura. Segundo o gestor, Sidney fugiu de uma penitenciária em São Paulo e encontrava-se foragido da Justiça há meses. A prisão ocorreu próximo a um condomínio de luxo, onde o suspeito se escondia.
Prisão da esposa revelou localização do foragido
A operação teve início após a detenção da esposa de Sidney no município de Iguatu, localizado no centro-sul do estado, a mais de 300 quilômetros de Eusébio. A Polícia Rodoviária Estadual abordou a mulher na madrugada de quarta-feira (04/02) enquanto ela viajava em direção a São Paulo.
Ela apresentou um documento falso durante a abordagem e acabou presa. A Assessoria de Inteligência da Polícia Militar utilizou informações obtidas nessa ocorrência para rastrear o paradeiro de El Cid. Ao ser abordado pelos policiais em Eusébio, o líder da facção também portava documentação falsa.
Mandados em aberto e histórico criminal
Sidney Rodrigo possuía dois mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). As ordens judiciais referem-se a crimes de homicídio e regressão cautelar por associação para o tráfico de drogas.
A ficha criminal de El Cid inclui tráfico de drogas, roubo e tentativa de homicídio. Ele e dois comparsas respondem pela acusação de tentar matar cinco policiais militares em São Paulo, em março de 2014. Após a captura pela PM cearense, as autoridades encaminharam o preso à Polícia Federal.
Plano contra Moro e autoridades
Investigações da Polícia Federal indicam que Sidney chefiava um núcleo do PCC denominado “Restrita 05”. O grupo iniciou o planejamento de atentados e sequestros contra autoridades públicas em setembro de 2022.
O senador Sergio Moro e sua família figuravam como alvos principais. A lista dos criminosos também incluía o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo. A Polícia Federal aponta Sidney como o responsável pela organização, financiamento e planejamento dessas ações criminosas.
