O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) apontou que Alice Fraga Delgado de Oliveira, de 1 ano e 3 meses, tinha múltiplas fraturas nas costelas, traumatismo craniano e ruptura do tecido cardíaco. O padrasto da menina foi preso preventivamente, suspeito de provocar as lesões que levaram à morte. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Segundo o exame cadavérico, algumas fraturas apresentavam sinais de calcificação, indicando que os ossos haviam sido quebrados antes e estavam em processo de cicatrização. A perícia também identificou hemopneumotórax, acúmulo de ar e sangue entre os pulmões e a parede torácica.
O documento descreveu a causa da morte como hemorragia aguda, politraumatismo e ação contundente. A criança morreu em 25 de outubro, após ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia em parada cardiorrespiratória. Profissionais de saúde identificaram hematomas em diferentes estágios de evolução.
Em 13 de outubro, Alice havia sido atendida no Hospital Regional de Taguatinga e transferida para o Hospital Materno Infantil de Brasília após a identificação de lesões.
O Conselho Tutelar de Samambaia pediu à Justiça que a bebê fosse afastada da mãe, do padrasto e da babá. O pedido de urgência foi negado em 22 de outubro, três dias antes da morte.
A investigação também apura atendimentos médicos anteriores relacionados a lesões e busca esclarecer quem provocou os ferimentos. Na sexta-feira (06), dez dias após a morte, agentes da 32ª Delegacia de Polícia prenderam João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos. A prisão ocorreu por decisão judicial; os policiais cruzam depoimentos com os resultados periciais.
A defesa do pai biológico afirmou considerar a prisão um passo importante para esclarecer o caso e disse que pretende acompanhar as investigações. Os advogados pediram que sejam apuradas eventuais responsabilidades de todas as pessoas que possam ter contribuído para o ocorrido.

