A Justiça do Ceará converteu em prisão preventiva o flagrante de Adriana Alexandre Uchôa, suspeita de guardar drogas em casa, no bairro Couto Fernandes, em Fortaleza. Na mesma audiência de custódia, realizada nesta quinta-feira, 29, o juiz concedeu liberdade provisória a Thalia da Silva Sampaio e João Victor Vieira Alves Oliveira, presos na mesma ação.
A decisão do Núcleo de Custódia e Garantias da Comarca de Fortaleza apontou a quantidade de drogas e a apreensão de uma balança de precisão como elementos para manter Adriana presa. Sobre Thalia e João Victor, o magistrado considerou que não havia indícios suficientes de autoria ou participação, e avaliou que mantê-los presos seria desproporcional.
As prisões ocorreram na quarta-feira, 28, após ação da Polícia Civil baseada em relatório da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O documento apontava o imóvel como ponto de apoio do Comando Vermelho (CV) e dizia que Adriana guardava drogas para um integrante da facção.
Conforme o Auto de Prisão em Flagrante, a equipe entrou na residência com autorização de Adriana e encontrou uma mala com 3.990 gramas de maconha, 42 gramas de crack, uma balança digital de precisão e três celulares.
A inspetora que conduziu a ocorrência relatou que um homem fugiu ao perceber a chegada dos policiais. Ela acreditava que poderia ser Adriel Praxedes Miranda, citado na denúncia.
A defesa informou que pretende protocolar habeas corpus para pedir prisão domiciliar para Adriana. O advogado Taian Lima argumentou que ela é mãe solo e, segundo ele, cumpre os requisitos para obter o benefício. A defesa também afirmou que os dois liberados deixaram a prisão sem monitoramento eletrônico.
