# Justiça argentina manda preservar imagens da passagem de Flávio Bolsonaro

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- Published: 2026-10-30T16:01:12-03:00
- Author: Felip trends

A Justiça da Argentina ordenou que órgãos federais preservem imagens de câmeras 
de segurança que podem registrar a passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo país,
a caminho dos Estados Unidos. A medida foi solicitada pela juíza María Eugenia Capuchetti
a autoridades migratórias e aduaneiras.

Os registros abrangem o aeroporto de Puerto Iguazú e a Ponte Internacional Tancredo
Neves, que liga Argentina e Brasil. A intenção é resguardá-los antes de encaminhá-
los às autoridades, informou o jornal argentino Clarín.

A Justiça argentina avalia se há elementos para abrir uma investigação sobre eventual
participação do governo de [Javier Milei](https://nordeste7.com.br/oposicao-argentina-cobra-milei-por-possivel-fuga-de-flavio-bolsonaro/)
na operação. Flávio estava com os passaportes suspensos e, conforme a matéria, descumpriu
decisão judicial brasileira. A procuradora Paloma Ochoa determinou averiguações 
preliminares antes de decidir se haverá inquérito.

A autoridade migratória argentina informou que o senador cruzou a fronteira às 22h50
de terça-feira (27), pela cidade de Misiones, e seguiu para o aeroporto de Puerto
Iguazú. Às 23h30, embarcou para o Equador; depois, seguiu para a Flórida, nos Estados
Unidos.

Capuchetti também pediu os registros de entrada de Flávio e informações sobre eventual
solicitação de cooperação dos Estados Unidos ao Ministério das Relações Exteriores
da Argentina. Deputados da oposição apresentaram pedidos de investigação contra 
Milei, o chanceler Pablo Quirino, a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva,
e o assessor presidencial Santiago Caputo, que acompanhou pessoalmente a chegada
do senador.

O Brasil convocou nesta sexta-feira (30) a encarregada de negócios da Argentina,
Maria Emília Cortés, para prestar esclarecimentos. As relações entre os países estão
rebaixadas desde agosto, quando Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
de “ladrão” e “corrupto”. Os dois países chamaram seus embaixadores para consultas,
e eles não retornaram a Brasília e Buenos Aires.
